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Referência

Da escola aos campus: como Deivison Pinto construiu o maior grupo educacional do interior mato-grossense

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Da escola aos campus: como Deivison Pinto construiu o maior grupo educacional do interior mato-grossense
? Foto: Foto: Divulgação

Deivison Benedito Campos Pinto, diretor-presidente do grupo, nasceu em Cuiabá e entrou no ambiente escolar aos 13 anos, quando começou a trabalhar em uma escola e passou por diferentes funções dentro dela.

Foi nesse período que ele desenvolveu a convicção de que a educação é, acima de tudo, uma ferramenta de transformação social.

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Movido por esse princípio, fundou a FASIPE em Sinop. O que começou como um projeto local cresceu e se expandiu para Cuiabá, Rondonópolis, Sorriso e Primavera do Leste — todos com estrutura de campus e aulas 100% presenciais. Mais tarde, criou também o Colégio San Petrus, ampliando a atuação para acompanhar o aluno desde os primeiros anos até a formação profissional.

Hoje, o grupo forma profissionais nas áreas de Biomedicina, Enfermagem, Psicologia, Fisioterapia, Odontologia, Nutrição, Estética e Cosmética, Direito, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Arquitetura e Urbanismo, Administração e Contabilidade, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, entre cursos técnicos e de pós-graduação.

No último dia 2 de julho, a instituição e seu fundador foram homenageados com Moções de Aplausos pela Assembleia Legislativa. Os deputados Carlos Avalone (PSDB) e Faissal Calil (Cidadania), autores da homenagem, destacaram a contribuição do grupo não apenas no campo acadêmico, mas no impacto direto sobre a população mato-grossense.

“É uma instituição que contribui para a realidade de centenas de milhares de pessoas de Mato Grosso e não apenas com a entrega do conhecimento, mas também com ações de interesse social”, disseram os parlamentares.

Atendimento à comunidade

Um dos pilares que fundamentou o reconhecimento é o volume de atendimentos prestados pelos acadêmicos à população, por meio da Fasiclin uma clínica-escola que funciona em com custo social — cobranças mínimas destinadas apenas a manter a estrutura operando, sem geração de lucro para a instituição, os professores ou os alunos.

O diretor da FASIPE Cuiabá, Olmir Bambi Jr — ele próprio ex-aluno da instituição —, detalha os números: a Clínica Escola Fasiclin, ligada ao curso de Biomedicina, registra em média 1.800 atendimentos por mês. O curso de Fisioterapia realiza cerca de 920 atendimentos mensais; Odontologia, 600; Psicologia e Direito, 450 cada; Nutrição, 150; e Estética Clínica, 20 — este último limitado pelo alto custo dos insumos.

No caso do Direito, o Núcleo de Prática Jurídica mantém cerca de 450 processos ativos em diversas áreas, atendendo pessoas que comprovam hipossuficiência econômica e têm direito à gratuidade de Justiça.

“Mais do que formar bons profissionais, procuramos aproximar estudantes e futuros profissionais da população, para que eles reconheçam que existem diferentes realidades”, disse Bambi Jr.
Além dos atendimentos clínicos e jurídicos, o grupo desenvolve ações de extensão em escolas, participa de iniciativas sociais comunitárias e realiza eventos como o Brasipe — Churrasco com Banana, voltado ao desenvolvimento do empreendedorismo entre os acadêmicos.

A homenagem da Assembleia também reconheceu a parceria do grupo com a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil — seção Mato Grosso (AJEB-MT) e as ações voltadas à valorização da literatura e à formação cidadã.

Para Deivison Pinto, o legado construído vai além dos números de formandos ou dos campi espalhados pelo estado. É medido, segundo ele, pelas histórias e vidas transformadas ao longo do caminho — o mesmo que começou dentro de uma escola, aos 13 anos, em Cuiabá.


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