O Governo de Mato Grosso investiga o Banco Master e outras nove instituições financeiras. Por meio de portarias assinadas pelo secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, o Estado instaurou processos para apurar indícios de fraudes, falta de transparência e irregularidades em massa nos empréstimos consignados concedidos a servidores públicos estaduais.
A investigação, conduzida pela força-tarefa “Revisa Consignações” (Seplag e CGE), aponta que o Banco Master é alvo de suspeitas de violações de natureza financeira e teria deixado de se manifestar dentro do prazo legal sobre as falhas apontadas. Além dele, instituições como BMG, Santander e Daycoval também estão sob fiscalização rigorosa.
A varredura no sistema de consignações revelou um cenário preocupante de desrespeito ao servidor:
“Maquiagem” de contratos: Bancos registravam uma modalidade de crédito no sistema, mas praticavam outra, geralmente com juros mais altos.
Faturas inexistentes: Servidores sofriam descontos sem nunca terem recebido faturas ou comprovantes de uso de cartão de crédito.
Contratos ausentes: Identificou-se a falta de contratos de adesão que autorizassem formalmente as cobranças feitas diretamente na folha de pagamento.
As instituições financeiras, lideradas na lista de irregularidades pelo Banco Master e demais bancos de grande porte, têm agora um prazo inicial de 60 dias para apresentar defesa.
Caso não consigam justificar as inconsistências, as sanções podem ser pesadas, incluindo multas e o impedimento de realizar novos contratos com os servidores do Governo de Mato Grosso.
Ao todo, dez empresas foram notificadas: Banco Master, Banco BMG, Banco Daycoval, Banco Pine, Banco Santander, Banco Pan, Taormina Soluções, Eagle Sociedade de Crédito, Neo Instituição de Pagamento e Pix Card.