Os bancários decidiram encerrar a greve em Mato Grosso, após assembleia geral realizada nesta terça-feira (27). Todas as agências devem reabrir na manhã desta quarta-feira (28), após 22 dias de paralisação. O Sindicato dos Bancários do Estado (Seeb/MT), avaliou que a retomada dos serviços em 24 estados e no Distrito Federal enfraqueceu o movimento.
A decisão pelo retorno ao trabalho se deu em assembleia-geral da categoria realizada na tarde desta terça-feira (27) no Sindicato dos Bancários de Mato Grosso, situado em Cuiabá e com a presença de cerca de 200 pessoas. A maioria optou pelo retorno ao trabalho, uma vez em nível nacional a greve perdeu força com o fim da paralisação em 24 estados.
“Na realidade a proposta já tinha sido aceita pela maioria absoluta dos estados o Brasil. Aqui só aprovamos o retorno ao trabalho. Não adiantava continuar com a greve que foi bem longa já que a maioria aceitou. Não adiantava a gente ficar contra-mão, nadando contra a corrente”, relatou o presidente do Seeb-MT, José Guerra, ao Gazeta Digital.
Nesta quarta-feira (28), todos os bancos, públicos e privados estarão abertos em Mato Grosso. Apesar disso, o sindicalista aconselha a população que precisa dos serviços, que evite se deslocar às agências logo no primeiro dia de retorno do trabalho, uma vez que deve ser registrado tumulto e longas filas. “Acreditamos que amanhã será um dia difícil por casa de muita coisa represada e muita demanda. Aconselho que quem puder aguardar até quinta que aguarde. Não precisa ir amanhã se ele pode aguardar um pouco é melhor. Na semana que vem deve voltar ao normal”, avalia.
Avaliação
Ao avaliar o movimento paredista que durou 22 dias, José Guerra avaliou que a proposta da Federação Nacional do Bancos (Fenaban) não atendeu a expectativa. “Foi uma greve muito longa, lutamos bastante. Cobramos da Fenaban mais segurança, mais contratações, o fim dos assédios e metas abusivas. Muitas coisas foram colocadas na mesa para dialogarmos. Mas infelizmente a Fenaban não deu retorno, não atendeu. Não discutimos só o índice de reajuste. Aqui cobramos mais contratações e chamamento dos concursados na Caixa e nada”, destacou.
Segundo Gerra, foram esses os motivos pelos quais os trabalhadores em Mato Grosso não aceitaram. Porém, como em todo o país os bancários aceitaram não restou outra alternativa.