A bancada federal de Mato Grosso consumiu pelo menos R$ 20,1 milhões em recursos públicos ao longo de 2025, somando despesas com cota parlamentar e verba de gabinete. O valor real, porém, é ainda maior: o levantamento do VGN não conseguiu localizar no Portal da Transparência da Câmara dos Deputados as informações completas de verba de gabinete dos deputados Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (MDB), e Rodrigo da Zaeli (PL), o que impediu o fechamento do custo total de seus mandatos.
Os dados, extraídos do Portal da Transparência do site oficial da Câmara dos Deputados, incluem despesas com divulgação da atividade parlamentar, locação e fretamento de veículos, combustíveis, passagens aéreas, hospedagens, manutenção de escritórios e pagamento de servidores de gabinete.
Nelson Barbudo (PL) lidera o ranking de gastos. Ele consumiu R$ 494.769,58 em cota parlamentar e aproximadamente R$ 1,37 milhão em verba de gabinete, totalizando R$ 1.864.769,58 um dos maiores custos individuais da bancada. Logo atrás, José Medeiros (PL) acumulou R$ 457.032,57 em cota parlamentar, além de mais de R$ 1,37 milhão em verba de gabinete, totalizando R$ 1.827.032,57.
Juarez Costa (MDB) figura entre os que mais gastaram, com R$ 439.277,23 em cota parlamentar e cerca de R$ 1,39 milhão em verba de gabinete, total R$ 1.829.277,23. Coronel Fernanda (PL) utilizou R$ 432.981,18 em cota parlamentar e mais de R$ 1,45 milhão em verba de gabinete, totalizando R$ 1.882.981,18. As despesas estão concentradas principalmente em divulgação da atividade parlamentar, segurança privada, passagens aéreas e estrutura administrativa.
Gisela Simona (União) gastou R$ 377.492,63 em cota parlamentar, além de aproximadamente R$ 1,18 milhão em verba de gabinete. Gasto total R$ 1.557.492,63. Coronel Assis (União) registrou R$ 369.448,97 em gastos com cota parlamentar e consumiu praticamente a totalidade da verba de gabinete disponível mês a mês, ultrapassando R$ 1,4 milhão no ano. Total R$ 1.769.448,97.
O deputado Fábio Garcia (União), que permaneceu licenciado durante a maior parte de 2025, apresentou uso residual de recursos. Ele registrou apenas R$ 3.995,45 em cota parlamentar, concentrados no mês de setembro, sem despesas relevantes nos demais meses, além de gastos mínimos com verba de gabinete.
No caso de Emanuelzinho (MDB), o VGN conseguiu identificar integralmente os gastos com cota parlamentar em 2025, que somam R$ 462.001,71. No entanto, as informações referentes à verba de gabinete não estavam disponíveis no portal no momento do levantamento, o que impediu o fechamento do custo total do mandato.
Já Rodrigo da Zaeli (PL) gastou R$ 516.288,00 em cota parlamentar ao longo de 2025, com despesas concentradas em divulgação da atividade parlamentar, combustíveis, locação de veículos, hospedagens, alimentação e serviços de apoio ao mandato. As informações referentes à verba de gabinete também não estavam disponíveis no Portal da Câmara dos Deputados.
O VGN destaca que a limitação se refere à indisponibilidade dos dados no portal no momento do levantamento, e não à inexistência de gastos ou de prestação de contas por parte dos parlamentares.
Nelson Barbudo (PL)
Cota parlamentar: R$ 494.769,58
Verba de gabinete: R$ 1.370.000,00 (aproximadamente)