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Sinop

Artesão transforma árvores descartadas em peças de luxo

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Artesão transforma árvores descartadas em peças de luxo
? Foto: Foto: Lecyane Moreira

Um talento que acaba virando trabalho. Sergio Souza, com 10 anos de idade, começou a auxiliar no ramo de marcenaria. Com suas ideias diferentes foi se destacando.

Conforme os anos se passaram, ele foi crescendo. E junto a ele a paixão pelas artes. Em 1986 veio para o Mato-Grosso e após 6 anos – em 1992 – virou morador de Sinop. Há 4 anos ele montou sua marcenaria na cidade. “Wood Arts”, foi o nome escolhido. Ou em bom português, Arte da Madeira. Desde então o hobby virou o trabalho de sua vida.

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Em sua empresa ele faz os mais diversos trabalhos como mesas, cadeiras, bancos, cubas, painel de madeira, tábua para frios e carnes. Os materiais utilizados são totalmente brutos. São pedaços de itaúba, ipê, cedro rosa e mogno africano. O diferencial é que além de árvores comuns, ele utiliza muitos troncos, raízes de árvore que serão queimadas ou que foram descartadas, trazendo realmente o lado artístico de transformar algo que não seria mais utilizado.

Por ser algo “reciclado”, o desafio de transformar em arte é maior. As peças que ele mais gosta de montar são aquelas que utilizam as raízes como matéria prima. É onde o artesão consegue demonstrar sua delicadeza e habilidade.

No Residencial Aquarela das Artes, um bairro de Sinop com uma reserva verde, ele encontrou uma árvore que seria eliminada pelos administradores do loteamento. Durante 2 dias Sérgio buscou a liberação para poder ficar com a espécime. Com a autorização concedida, o artesão começou tornear a peça. Seu trabalho resultou em um banco entalhado entre as raízes de uma árvore de pequizeiro. Seu olhar é cênico. Seu maior sonho é ser reconhecido como um artista. “No início as pessoas me procuravam para fazer cruzes para o cemitério. Se ir lá, você vai ver várias. Hoje, quem procura meu trabalho quer uma peça fina, criativa, para usar como decoração”, relatou Sérgio.

Na marcenaria de Sergio, às margens da BR-163, ele trabalha com um funcionário fixo e 2 diaristas para atender a demanda. Um de seus funcionários, Eliseu Tímpano, tem 40 anos e está há um ano na Wood Arts. Antes de trabalhar lá, Elizeu era pintor. Ele conta que se encontrou na nova função e que cada dia é um novo aprendizado. “Para mim é uma oportunidade instituída por Deus, que não pensei muito para aceitar. É como uma terapia: me traz uma sensação maravilhosa ver um trabalho finalizado”, conta. O primeiro trabalho dele foi uma cadeira. “Porque descansar também é importante”, ironizou.

Alguns trabalhos de Sergio estão espalhados pela cidade. Na Iluminare 2019 – uma mostra de arquitetura realizada em Sinop – ele exibiu cada um dos seus trabalhos.

Foto Flagrante