Há cinco dias, Dionísia Pereira Moraes, de 63 anos, tenta descobrir a causa de um infarto agudo que a deixou inconsciente e internada na emergência da UPA (Unidade de Pronto Atendimento). O laudo médico, solicitando transferência ao Hospital Regional, aumentou a angustia da aposentada que depende de intervenção judicial para conseguir uma vaga.
O marido de Dionísia, casado há 45 anos, presenciou o primeiro infarto sofrido pela esposa. Com a ajuda de um vizinho, na Gleba Mercedes, eles percorreram mais de 50 km com a aposentada desmaiada no banco de trás do veículo.
Dona Dionísia não poderá voltar para casa sem passar pelo cateterismo, procedimento que diagnostica ou trata doenças cardíacas. O serviço, oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), não está disponível no Hospital Regional por falta de cardiologista.
A Defensoria Pública, procurada pelos três filhos da aposentada, precisa intervir antes de segunda-feira (27), dia que o corpo clínico do Hospital Regional anunciou paralisação em protesto de dois meses de salários atrasados.
Com risco iminente, Dionísia permanece na enfermaria da UPA preocupada com o coração doente, podendo não suportar um novo ataque cárdiaco.