A iniciativa foi dos acadêmicos do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas oferecido pela Unifasipe – instituição de ensino superior privada da cidade de Sinop. Em apenas 4 meses, os alunos do 4º semestre elaboraram uma plataforma virtual que permite mapear os focos do mosquito transmissor da dengue, através da colaboração e do senso de consciência da população.
Segundo o coordenador do curso, professor Adriano Barreto, o aplicativo é o resultado de um trabalho interdisciplinar, que envolveu alunos e professores. A opção por criar uma ferramenta que atuasse na orientação sobre a dengue foi motivada pelo aumento dos casos da doença, mas também pela vontade de interagir com a população local. “Nossa instituição passou a ser um Centro Universitário. Com essa transição, é importante integrar o conhecimento acadêmico com a sociedade. Uma universidade, através de seus alunos e mestres, é um vetor para resolver os problemas da sociedade”, explicou Barreto.
A aplicação foi lançada há cerca de 2 semanas e pode ser acessada por celular, tablet ou computador através do site www.todoscontraadengue.com.br. Até a manhã desta quarta-feira (10), havia 112 downloads do APP. “Começamos a divulgação e com isso o acesso deve aumentar, abastecendo a plataforma”, avaliou o professor.
O funcionamento do aplicativo é simples e intuitivo. O usuário instala ou programa acessando o site. O geolocalizador do celular identifica onde esse usuário está. Se ele encontrar um foco do mosquito da dengue ele pode marcar esse lugar. Também é possível observar outros focos de dengue, registrados por outros usuários, próximo ao seu local.
Dessa forma, o usuário do APP pode “denunciar” focos de dengue instantaneamente. Os dados são transmitidos para o setor de endemias da prefeitura de Sinop, que pode observar todos os registros através de uma senha de acesso irrestrita, criada pelos desenvolvedores.
O sistema conta com alguns “gatilhos de segurança”, para evitar usuários mal intencionados. Se alguém fizer 5 registros no mesmo ponto, em menos de uma hora, o sistema apaga todas as ações reportadas por aquele usuário, desqualificando-o. A visualização dos focos já registrados, por outros usuários, também é limitada pela localização do indivíduo. Para ver os focos registrados de dengue no centro de Sinop, por exemplo, é preciso estar nas imediações.
Por fim, o APP também tem uma parte de apoio e orientação, com informações de como fazer o combate direto de pequenos focos. Nesses casos o usuário pode registrar o foco do mosquito, exterminar o criadouro e informar que naquela localização havia a presença do agente transmissor, em pelo menos um ponto, que já foi devidamente eliminado.
O download é gratuito e a expectativa dos desenvolvedores é que, com uma grande adesão, o departamento de endemias consiga facilitar a identificação dos locais com maior incidência do mosquito – para assim direcionar o controle.
A cadeira de Análise e Desenvolvimento de Sistemas foi aberta pela Fasipe em 2014.