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Enquete

A maioria não quer armas na mão da Guarda de Trânsito

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O resultado parcial da enquete proposta pelo GC Notícias mostra que o assunto divide opiniões. Na parcial travada as 10h dessa quarta-feira (18), 58,19% dos votos eram contrários a armar a Guarda de Trânsito de Sinop. Outros 42,81% são favoráveis a instalação da Guarda Municipal de Trânsito. Até o momento a enquete havia computado 940 votos.

Para a secretária de Trânsito de Sinop e interlocutora do processo de implantação da Guarda Armada, Ivete Mallmann, a resistência apontada pela enquete deve-se ao fato de ser um “projeto novo”. “A maioria das pessoas ainda não conhece a proposta, não sabe como a Guarda Armada irá funcionar ou de que forma irá atuar. A falta de informação gera essa resistência”, afirmou a secretária. Antes do lançamento da enquete, Ivete acreditava que a grande maioria da população endossava a implantação da Guarda Armada.

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A secretária disse que o projeto poderá ser melhor compreendido caso chegue ao conhecimento da população. Ivete sugeriu reuniões e audiências na Câmara para discutir o assunto, bem como uma ação dos veículos de comunicação para levar ao conhecimento do público a forma como irá atuar a Guarda Municipal Armada.

A Guarda Municipal Armada, ou Guarda Patrimonial Municipal, será formatada sobre a atual estrutura da Guarda Municipal de Trânsito. O projeto em discussão visa capacitar e dar porte de armas para os 58 agentes que compõem a Guarda de Trânsito, além de recrutar mais 30 funcionários públicos para a função.

A previsão é de que formar e manter a Guarda Armada gere um custo de R$ 3,5 milhões aos cofres públicos. Ivete lembra que a equipe da secretaria já está no limite de suas atribuições. Ou seja, hoje faltam pessoas para cuidar do trânsito. Para a secretária, mesmo que a Guarda não tenha uma função proativa na segurança pública, armar os agentes de trânsito é uma necessidade. “Nas blitz são eles que fazem os enfrentamentos. Já há registros de agentes que sofrem ameaças durante as abordagens. Existe uma preocupação com a integridade física desses servidores. Capacitar a Guarda para que porte armas é uma medida de segurança para a própria tropa”, comentou a secretária de Trânsito.

Como funcionaria?

A forma de atuar ainda precisa ser construída. A princípio o município contrataria uma empresa privada para fazer o treinamento dos agentes. Para a formação das Guardas Armadas, o processo de capacitação precisa seguir uma norma, com fases que vão desde os testes de aptidão até análises psicológicas dos guardas habilitados a portar armas.

Em um segundo momento a prefeitura faria a aquisição dos armamentos e munições, conforme regulação da Polícia Federal. Todos os procedimentos dessa força de segurança precisam ser definidos por um regimento interno específico, que especificará todas as regras para o porte e manuseio das armas.

A enquete do GC Notícias será encerrada no dia 25 de novembro. Deixe a sua opinião.

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