Questionada sobre por que ainda é tão difícil que essas mulheres vítimas de estupro sejam ouvidas, Marisa Sanematsu, diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, explica que há um tabu em torno do abuso sexual de crianças e o estigma e culpabilização que recaem sobre as vítimas.
“A maioria dos estupros ocorre dentro de casa e é cometido por um parente ou conhecido. Muitas vezes, a família não quer enxergar e muito menos denunciar o agressor, pois isso poderia desestruturar a casa. Assim, se a menina rompe o silêncio, com frequência dizem que ela está inventando, enquanto o agressor nega ou culpa a criança.”