A elefanta asiática Baby, de 34 anos, chegou no último sábado (20) ao Santuário de Elefantes Brasil, localizado na zona rural de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá.
A transferência encerrou uma longa espera, iniciada em 2024, quando as atividades do zoológico do Parque Beto Carrero World, em Penha, Santa Catarina, foram encerradas. Desde então, instituições e especialistas trabalhavam para viabilizar a mudança do animal para um local mais adequado às necessidades da espécie.
A operação de transporte percorreu aproximadamente 1.900 quilômetros e contou com uma equipe especializada formada por veterinários, tratadores e técnicos do santuário, que acompanharam Baby ao longo de todo o percurso.
A elefanta viajou em uma carreta adaptada, equipada com uma caixa de transporte monitorada por câmeras, o que permitiu a observação contínua da saúde e comportamento. De acordo com o santuário, a viagem transcorreu de forma tranquila, com paradas programadas para alimentação, hidratação, descanso e limpeza do compartimento.
Imagens divulgadas pela instituição mostram que Baby se adaptou rapidamente ao novo ambiente. Logo após a chegada, ela deixou a caixa de transporte e começou a explorar o espaço reservado para sua adaptação inicial.
Passo a passo
A elefanta permanecerá inicialmente em uma área preparada para recebê-la com segurança.
Nos primeiros dias, a equipe técnica seguirá acompanhando seu comportamento, alimentação e condições de saúde, com o objetivo de garantir uma transição tranquila. A expectativa dos responsáveis é que, de forma gradual e respeitando o ritmo do animal, a elefanta passe a desfrutar de uma rotina mais próxima daquela encontrada na natureza, com acesso a áreas cada vez maiores do santuário.
Nascida em 1992, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, Baby foi vendida ainda jovem para um circo e, posteriormente, transferida para o parque catarinense, onde viveu grande parte da vida em cativeiro.
Com a chegada da nova moradora, o Santuário de Elefantes Brasil passa a abrigar seis elefantas asiáticas: Maia, Rana, Mara, Bambi, Guillermina e Baby, fortalecendo o trabalho de acolhimento e promoção de bem-estar da espécie no país.