O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e dirigente estadual do Podemos, deputado Max Russi, afirmou hoje (29) que o partido não possui qualquer compromisso formal para apoiar uma eventual indicação da deputada Janaina Riva (MDB) ao possível cargo de vice-governadora na chapa encabeçada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
O posicionamento ocorre após o próprio Max ter sinalizado publicamente que o Podemos tem interesse em compor a chapa majoritária de Pivetta. Durante a inauguração da sede do Republicanos em Cuiabá em 15 de junho, o deputado disse que o Podemos “soma forte” e pode ajudar a governar o Estado. Na ocasião, o próprio do Max era cotado nos bastidores para ocupar o posto na chapa majoritária.
Contudo, ao avaliar as novas movimentações envolvendo o nome de Janaina para a vice, Max esclareceu que as conversas entre o Podemos e o MDB focavam exclusivamente em um projeto para o Senado Federal. Ele ressaltou que existe apenas um alinhamento prévio entre as siglas, sem amarração caso haja mudança nos planos eleitorais do grupo liderado pelos emedebistas.
“Ela nunca me procurou pedindo apoio para vice. O Podemos não está nessa discussão. Nós fizemos uma carta de intenção de tentar andar junto com ela candidata ao Senado. Agora, se ela mudar para candidatura a vice, nós não temos nenhum compromisso. Particularmente, não acredito que vá avançar e prosperar essa questão de vice do Pivetta“, disse.
Ao detalhar a estratégia do Podemos para o pleito deste ano, Max Russi destacou que a prioridade do partido é a eleição de parlamentares para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados. A meta da legenda é alcançar ao menos seis cadeiras na Casa e uma na bancada federal, deixando a disputa pelo Palácio Paiaguás e as vagas majoritárias em segundo plano.
Ele adiantou que pretende orientar a convenção do Podemos para deixar a ata aberta até o prazo limite estipulado pela Justiça Eleitoral, transferindo à executiva estadual a decisão final sobre coligações.
“A prioridade do Podemos é a chapa de estadual e federal. Se tiver a condição de ter um nome nosso [na majoritária], nós estaremos à disposição, mas não vamos brigar por isso. A tendência é deixar a cargo da executiva tomar as definições do fechamento da coligação no dia 5“, pontuou.
Cenário “nebuloso”
Max classificou o momento atual como “nebuloso” e marcado por indefinições em comparação a pleitos anteriores. O deputado revelou manter interlocução frequente com as principais forças políticas do Estado, incluindo Janaina e o governador Mauro Mendes (União Brasil), para avaliar os projetos em disputa.
“É difícil você prever algo porque está tudo muito indefinido. O cenário eleitoral está bem nebuloso e o prazo final está acabando. É um momento de debate em que precisamos entender o que os principais líderes pensam para Mato Grosso nos próximos quatro anos“, concluiu.