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'Tema sensível'

Max admite mudança de cenário e diz que CPI dos Consignados ganha força

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Max admite mudança de cenário e diz que CPI dos Consignados ganha força
? Foto: Foto: Divulgação

A operação da Polícia Federal que mira suposto esquema de fraudes em empréstimos e cartões de crédito consignados deu novo fôlego à articulação para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa. Nesta quarta-feira (15), o presidente da Casa, Max Russi (Podemos), afirmou que a investigação fortalece o pedido de abertura da comissão.

Segundo Max, a existência de uma operação da PF e a possibilidade de envolvimento de empresas que atuaram em Mato Grosso mudam o cenário dentro do Legislativo.

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“Em havendo uma operação da Polícia Federal, e havendo agentes públicos envolvidos no Estado de Mato Grosso, com certeza fortalece muito o debate. Até tenho que refazer a minha fala anterior, porque eu achava que nesse momento eleitoral uma CPI poderia ter dificuldade no seu encaminhamento”, afirmou.

Max revelou que o requerimento já conta com seis ou sete assinaturas e acredita que a tendência é de avanço nas próximas semanas.

“Agora vai depender da assinatura dos deputados. A gente vê, realmente, que o que dá efetivo a CPI aconteceu nessa operação”, disse.

A Operação Fugazi foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um grupo econômico suspeito de utilizar operações de crédito consignado para aplicar fraudes contra servidores públicos, aposentados e pensionistas. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio Grande do Sul, além do bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados.

As investigações apontam que empresas teriam ofertado produtos apresentados como cartão de crédito consignado, mas que, na prática, funcionavam como empréstimos com juros elevados e mecanismos que dificultavam a quitação das dívidas.

Para o presidente da Assembleia, o caso é sensível porque atinge diretamente milhares de servidores estaduais que enfrentam problemas de superendividamento.

“Esse é um tema sensível, é um tema que tem afligido bastante os nossos servidores. Existe uma série de coisas que foram feitas erradas”, declarou.

Max também relembrou que a Assembleia já discutiu o tema em legislaturas anteriores e lamentou a derrubada de medidas aprovadas pela Casa.

“Se esse projeto estivesse valendo, nós não teríamos tido esses problemas que tivemos nos consignados, mas infelizmente foi derrubado, se abriu a porteira e aconteceu o que aconteceu aí em relação aos nossos servidores”, afirmou.

Questionado se a Assembleia aguardará o avanço das investigações para decidir sobre a CPI, o presidente indicou que as informações já divulgadas pela Polícia Federal são suficientes para justificar um aprofundamento das apurações.

“Tem algumas empresas que foram faladas aí. Eu não posso afirmar porque eu não tenho certeza do nome dessas empresas. Se isso se concretizar, são empresas que atuaram no consignado de Mato Grosso. E já tendo toda uma investigação e trabalho em cima disso, eu acho que a Assembleia tem obrigação de aprofundar essa investigação”, disse.


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