Presidente da Associação Indígena Tapayuna (AIT), Wetaktxi Tapayuna comemorou a decisão. Em mensagem divulgada pela DPU, ele afirmou que o resultado representa uma conquista histórica para a comunidade e para as gerações que lutam pelo reconhecimento e proteção do território tradicional.
De acordo com o MPF, os Kajkwakratxi sofreram sucessivas violações ao longo do século passado, situação que provocou impactos profundos em sua organização social. Na década de 1970, o grupo foi removido compulsoriamente de sua área tradicional para o Parque Indígena do Xingu por ação do Estado.
O órgão também destacou que uma Reserva Indígena Tapayuna chegou a ser criada em 1968, mas foi extinta oito anos depois sob a justificativa de que não havia indígenas na região. Apesar disso, existem indícios de que integrantes da etnia, inclusive grupos isolados, permanecem até hoje na área de ocupação tradicional.
O g1 Mato Grosso entrou em contato com a Funai, mas não teve retorno até a publicação da reportagem. O texto será atualizado em caso de resposta.