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Condenado por matar PM

Ex-investigador vira réu por tentativa de homicídio contra colega

Polícia | as
Ex-investigador vira réu por tentativa de homicídio contra colega
? Foto: Foto: Divulgação

A Justiça de Mato Grosso tornou réu o ex-investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves por tentativa de homicídio contra o investigador Walfredo Raimundo Adorno Mourão Junior. O caso ocorreu em uma conveniência em Cuiabá, ocasião em que o policial militar Thiago de Souza Ruiz foi baleado e morto, em abril de 2023.

A denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) foi aceita na terça-feira (26) pelo juiz Moacir Rogério Tortato, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá.

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Conforme o MPE, Mário Wilson teria tentado matar Walfredo durante a mesma sequência de disparos que resultou na morte do policial militar Thiago Ruiz, no estabelecimento localizado em um posto de combustível em frente à Praça 8 de Abril, na Capital.

Na decisão, o magistrado afirmou que a denúncia atende aos requisitos legais e que não identificou nenhuma das hipóteses para rejeição da acusação.

“Recebo a denúncia […], dando o acusado Mario Wilson Vieira da Silva Gonçalves como incurso na sanção do artigo 121, § 2º, incisos II e IV, c/c artigo 14, II, ambos do Código Penal”, decidiu.

O ex-investigador deverá ser citado para apresentar resposta à acusação no prazo de dez dias.

A suposta tentativa de homicídio veio à tona após o investigador Walfredo Mourão Junior afirmar, em depoimento no Tribunal do Júri do caso de Thiago Ruiz, que quase foi atingido por um dos tiros disparados por Mário Wilson. Segundo ele, o disparo passou próximo ao seu rosto após conseguir desviar a tempo.

Walfredo era amigo do policial militar, e estava acompanhado dele no momento do ocorrido.

Tribunal do Júri

Mário Wilson foi julgado entre os dias 12 e 14 de maio deste ano pela morte de Thiago Ruiz. Na ocasião, o Tribunal do Júri desclassificou o crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar, para homicídio culposo, quando não há intenção, e o condenou a dois anos de prisão em regime aberto.

Durante o julgamento, foram exibidas imagens de câmeras de segurançada conveniência, que registraram luta corporal entre os envolvidos antes dos disparos. O ex-investigador afirmou que agiu em legítima defesa. “Pra não morrer. Eu atirei pra não morrer. Ele estava me enforcando pelas costas”, declarou em plenário.

 

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