A Aegea, maior empresa privada de saneamento do Brasil e controladora da concessionária Águas de Sinop, prepara uma nova rodada de expansão nacional após receber sinalização de um aporte bilionário de investidores estratégicos.
Segundo informações da agência Bloomberg, o fundo soberano de Singapura GIC e a holding Itaúsa devem liderar um aporte de até US$ 1 bilhão na companhia. O objetivo é fortalecer o caixa da empresa para uma possível disputa pela privatização da Copasa, considerada um dos ativos mais valiosos do setor de infraestrutura no país.
A empresa tem ampliado sua presença nacional nos últimos anos por meio de leilões, PPPs e aquisições, consolidando-se como uma das protagonistas do novo ciclo do saneamento brasileiro após o marco legal aprovado em 2020.
A eventual privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) promete se transformar em uma das maiores disputas do setor desde a desestatização da Sabesp. A Aegea já teria contratado bancos como Itaú BBA, Citigroup e BTG Pactual para estruturar uma possível proposta de compra de participação na estatal mineira. A concorrência, porém, deve ser pesada. A própria Sabesp também avalia entrar na disputa.
O avanço dessas gigantes reforça a transformação do saneamento em um dos mercados mais estratégicos do Brasil.
Reflexos para Sinop
O reforço financeiro anunciado pode indicar maior capacidade de investimento da companhia em suas operações já existentes, ao mesmo tempo em que a empresa tenta equilibrar sua estrutura financeira após anos de crescimento agressivo.
Nos bastidores, a Aegea também trabalha para reduzir seu nível de endividamento. Parte dos recursos do novo aporte deve ser usada justamente para diminuir a alavancagem financeira da companhia, após agências de classificação de risco rebaixarem recentemente a nota da empresa para níveis considerados especulativos.