O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), saiu em defesa das emendas parlamentares e comentou a recente decisão do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) de não autorizar mais a destinação de recursos para eventos, como shows e feiras. Segundo ele, as emendas representam uma parcela pequena do orçamento estadual entre 1% e 1,5%.
A principal mudança sugerida pelo Executivo é retirar das mãos do governador a decisão final sobre a autorização de gastos com esse tipo de evento. Pelo projeto, essa atribuição passaria a um conselho específico, que ficaria responsável por analisar, aprovar ou vetar as contratações.
Leia mais
Max garantiu que as emendas são fundamentais para atender demandas pontuais da população, especialmente em áreas onde o Estado não consegue alcançar diretamente. “São recursos voltados, na grande maioria das vezes, para pequenas ações, como projetos sociais, melhorias em bairros e estruturas comunitárias”, disse à Rádio Cultura FM, nesta quinta-feira (07).
O parlamentar destacou que os investimentos incluem desde construção de espaços esportivos até apoio a entidades sociais. Como exemplo, citou a destinação de recursos para instalação de piscinas em instituições de atendimento a pessoas com deficiência e construção de campos de futebol society em municípios do interior.
Russi também ressaltou que metade das emendas parlamentares tem sido direcionada à saúde, com foco na redução de filas de cirurgias eletivas, incluindo procedimentos bariátricos. “No ano passado, praticamente todas as emendas foram destinadas ao programa Fila Zero, ampliando o atendimento à população”, disse.
Sobre críticas à aplicação dos recursos, o presidente da Assembleia afirmou que há fiscalização rigorosa por órgãos de controle, como Ministério Público, Controladoria Geral do Estado (CGE) e Tribunal de Contas. Ele enfatizou que o dinheiro não é gerido diretamente pelos deputados, passando por análise técnica e trâmites administrativos nas secretarias estaduais antes da execução. “E quando tem problema, os órgãos de controle tem que atuar de forma dura, rígida, e é isso”.

