A gripe A sempre foi uma ameaça constante devido à sua rápida capacidade de mutação e à facilidade com que infecta diferentes espécies. A última grande pandemia de gripe em 2009, a chamada gripe suína causada pela cepa H1N1, provocou mais de 280 mil mortes em seu primeiro ano.
Agora a atenção se volta ao H5N1, conhecido como gripe aviária. O vírus deixou de ser um problema exclusivo das aves em 2024, quando foi detectado pela primeira vez em vacas leiteiras nos Estados Unidos. Esse salto de espécie preocupou especialistas, especialmente porque não se tratou de um episódio isolado: o patógeno voltou a aparecer em rebanhos de vários estados americanos.
Estudos já sugerem que houve diversas transmissões de vacas para humanos, muitas sem sintomas aparentes. No Brasil, houve confirmação de gripe aviária em uma granja comercial em 2025. O grande temor é que o vírus consiga o que ainda não alcançou: adaptar‑se para se transmitir de forma eficiente entre pessoas, passo necessário para o surgimento de uma nova pandemia.
Até agora, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) registraram 71 casos humanos e duas mortes desde 2024, sem evidências de transmissão comunitária sustentada.
Ainda assim, vacinas específicas já estão em desenvolvimento, pois as formulações atuais provavelmente não ofereceriam proteção suficiente contra essa cepa. O instituto Butantan já realiza estudos pré-clínicos de segurança de uma vacina.