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Flagrante no CRM

Irmãs são presas ao tentarem obter registro de medicina com diplomas falsos

Polícia | as
Irmãs são presas ao tentarem obter registro de medicina com diplomas falsos
? Foto: Foto: Reprodução

Duas mulheres, identificadas como Sthefany Benício França e Dayane Benício França, foram conduzidas à Central de Flagrantes na manhã desta quarta-feira (28), em Cuiabá, após uma tentativa frustrada de obter o registro profissional de médica perante o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT). A farsa foi descoberta após o setor de inteligência da autarquia identificar que os diplomas apresentados eram grosseiramente falsificados.

A ocorrência, registrada pela 4ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPMSI) sob o número 2026.29784, detalha que o processo de tentativa de fraude teve início no dia 20 de janeiro. Na data, as suspeitas realizaram o pré-cadastro online, anexando documentos que supostamente comprovavam a graduação na Faculdade Estácio de Sá, com conclusão em 03 de julho de 2025.

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Inconsistências fatais

O alerta foi ligado quando a equipe de análise do CRM-MT, sob a coordenação de Pedro Igor Rosa Barros, notou que os diplomas haviam sido emitidos em 20 de junho de 2025 — treze dias antes da própria data de colação de grau informada pelas candidatas.

Diante da contradição, o Conselho realizou uma varredura técnica que selou o destino das suspeitas:

Inexistência acadêmica: Os nomes de Sthefany e Dayane não constam no banco de dados nacional de atas de colação de grau.

Adulteração visual: A comparação com documentos originais revelou que a logomarca da instituição de ensino e as assinaturas das autoridades acadêmicas eram divergentes dos padrões oficiais.

Ação controlada

Para garantir o flagrante, o CRM-MT simulou a aprovação das inscrições e convocou as mulheres para a etapa final: a geração do número de registro e a confecção do carimbo profissional. Ao se apresentarem na sede da autarquia, na Rua 05 do Centro Político Administrativo, elas foram confrontadas pela equipe da viatura VTR-2C65 da Polícia Militar.

Procedimentos Jurídicos

As envolvidas foram levadas à delegacia sem o uso de algemas, deslocando-se em meios próprios sob escolta policial. Elas agora enfrentam acusações baseadas nos artigos 297 e 304 do Código Penal, que tratam da falsificação de documento público e uso de documento falso, cujas penas somadas podem ultrapassar seis anos de reclusão, além de multa.

Foto Flagrante