A liquidação do Will Bank, decretada nesta quarta-feira (21) pelo Banco Central (BC), pode acrescentar cerca de R$ 6,5 bilhões aos desembolsos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já está em processo de pagar R$ 40,6 bilhões relacionados ao Banco Master.
Segundo informações do sistema IFData, do BC, a instituição mantinha R$ 6,507 bilhões em depósitos a prazo em setembro. A categoria inclui aplicações como CDBs, que contam com cobertura do FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
O valor exato que caberá ao FGC ressarcir, no entanto, ainda não está claro, pois depende de como esses depósitos estavam distribuídos entre os investidores e do teto de garantia. Saldos acima de R$ 250 mil em um único CPF/CNPJ não são cobertos.
Quando o Banco Master foi liquidado, em 18 de novembro, o Will Bank havia sido preservado pelo BC diante da expectativa de venda da unidade. O banco digital permaneceu sob regime especial de administração temporária, mecanismo que permite a continuidade das operações enquanto o regulador avalia alternativas — como a venda da instituição.
Durante esse período, os dirigentes perderam o mandato, mas o banco seguiu operando sob supervisão direta do Banco Central. À época, havia negociações para aquisição do banco digital pelo Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, mas as tratativas não avançaram.
Sem acordo para a venda e com dificuldades operacionais e financeiras — em especial pela falta de quitação de obrigações junto à Mastercard —, o BC concluiu que a situação era irrecuperável, levando à interrupção das atividades e à retirada do Will Bank do sistema financeiro nacional.