“O Brasil poderia, por exemplo, abastecer o mercado doméstico da Argentina, permitindo que uma parcela maior da produção argentina seja direcionada às exportações para a China”, aponta o Itaú-BBA. No caso argentino, a cota estabelecida de 511 mil toneladas ficou acima dos 436 mil toneladas exportadas o acumulado até novembro de 2025. O mesmo ocorre com o Uruguai, que teve cota de 324 mil toneladas tendo exportado 188 mil toneladas no mesmo período.
O Itaú BBA também aponta espaço para aumento das exportações brasileiras de carne bovina aos Estados Unidos. Segundo o relatório, o crescimento do déficit norte-americano de carne bovina em 2026 abre oportunidade para ampliação dos embarques brasileiros, especialmente enquanto houver disponibilidade dentro das cotas de importação daquele país.
Para o banco, a combinação entre retração da produção no Brasil e maior demanda dos Estados Unidos tende a moderar os efeitos negativos da limitação das vendas à China.
“Mantida a decisão chinesa de alocação das cotas entre os países produtores, e caso o Brasil não possa aproveitar partes não preenchidas por outros países, será fundamental acompanhar a capacidade do Brasil de redistribuir suas exportações em um momento em que a oferta ainda se mantém relativamente elevada dentro do ciclo pecuário”, completa o banco.