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'Ato de terrorismo'

Alexandre de Moraes vota para tornar mato-grossense réu por explosão em Brasília

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Alexandre de Moraes vota para tornar mato-grossense réu por explosão em Brasília
? Foto: Foto: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a avaliar a denúncia relacionada à tentativa de explosão registrada próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, ocorrida no final de 2022. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, se posicionou favoravelmente ao recebimento da acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o que pode levar um mato-grossense a se tornar réu perante a Corte.

O voto de Moraes foi apresentado na sexta-feira (12/12), durante sessão no plenário virtual da Primeira Turma do STF. Até o momento, ele é o único ministro a se manifestar, e os demais têm prazo até sexta-feira, 19/12, para concluir a análise do caso.

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O principal acusado é Alan Diego dos Santos Rodrigues, apontado como responsável por instalar um artefato explosivo em um caminhão-tanque abastecido com combustível, estacionado nas proximidades do aeroporto, às vésperas do Natal. As investigações indicam que a ação teria motivação política, relacionada à insatisfação com o resultado das eleições presidenciais daquele ano.

Além de Alan Diego, outros dois investigados aparecem na denúncia: o empresário George Washington de Oliveira Sousa e o blogueiro Wellington Macedo de Souza.

Apesar de já terem sido condenados pela Justiça do Distrito Federal, o processo foi parcialmente enviado ao STF devido ao enquadramento em crimes de maior gravidade, como tentativa de golpe de Estado, atentado à segurança do transporte aéreo, associação criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Em seu voto, Alexandre de Moraes destacou que ações que buscam desestabilizar o regime democrático ou ameaçar a ordem constitucional violam princípios fundamentais da Constituição e exigem resposta rigorosa do Judiciário.

De acordo com a PGR:

Alan Diego teria admitido ter instalado o explosivo.

Wellington Macedo é acusado de fornecer apoio logístico, conduzindo o veículo que transportou o artefato até o local.

George Washington teria participado do planejamento e financiamento da ação, adquirindo armas e explosivos, com gastos estimados em cerca de R$ 60 mil, além de realizar pesquisas sobre métodos de detonação.

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