Em outra ocasião, machucou gravemente o lábio e precisou de cirurgia reconstrutiva, mas ela não demonstrou nenhum desconforto. Por isso, sua rotina exige vigilância constante da família para evitar lesões não percebidas, já que ferimentos graves, como uma queimadura ou um osso quebrado, possam passar despercebido, tornando seu dia a dia um delicado equilíbrio entre o extraordinário e o perigoso.
Desde bebê, Olivia apresentava comportamentos que intrigavam a mãe: recusava alimentos e nunca demonstrava fome. Hoje, ela se alimenta apenas porque sabe que é necessário, seguindo uma rotina na escola com as outras crianças, embora, em casa, passe por fases de fixação em um único tipo de alimento por meses seguidos.
Outro desafio para Olivia é o sono. Desde o nascimento, a garota dormiu apenas duas horas consecutivas. Até hoje, sem medicação, ela não consegue adormecer naturalmente e pode ficar acordada por até três dias seguidos. Para lidar com isso, Olivia segue um regime rigoroso de medicamentos indutores do sono para controlar a insônia, que é um dos aspectos mais difíceis de sua vida diária.
Além de suas características incomuns, Olivia lida com desafios emocionais importantes. Sua condição também influencia suas emoções, levando a oscilações de humor intensas e episódios de explosões de raiva. Sua mãe tem se dedicado a divulgar informações sobre as anomalias do cromossomo 6, ajudando outras famílias a entender e lidar com casos semelhantes. Atualmente, não existe cura para a condição de Olivia, e a medicina se concentra em proporcionar a ela a maior qualidade de vida possível, para que possa viver uma vida normal.