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Mortes por metanol

ALMT analisa lei que multa de até R$ 5 milhões quem falsifica bebidas alcóolicas em MT

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ALMT analisa lei que multa de até R$ 5 milhões quem falsifica bebidas alcóolicas em MT
? Foto: Foto: Divulgação

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) recebeu nesta quarta-feira (1º) o projeto de lei nº 1516/2025, de autoria do deputado estadual Dr. João (MDB), que cria regras duras de prevenção, fiscalização e repressão à adulteração, falsificação e comercialização irregular de bebidas em Mato Grosso.

A proposta surge como uma resposta direta aos recentes casos registrados no Brasil, onde bebidas adulteradas com metanol resultaram em intoxicações e mortes.

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O deputado Dr. João afirmou que o projeto não trata apenas de fraude comercial, mas de um risco iminente à vida da população. Ele defende a criação de um marco regulatório estadual para enfrentar o problema de forma organizada e firme.

 

Novas regras

O texto define como responsabilidade do Estado a criação do Plano Estadual de Vigilância de Bebidas. Esse plano exige uma ação coordenada entre diversos órgãos, incluindo a Vigilância Sanitária, o Procon-MT, a Secretaria de Fazenda, a Polícia Civil e a Polícia Militar.

Entre as medidas de proteção ao consumidor e à saúde pública, a lei proíbe a venda de bebidas que apresentem lacre violado, rótulo apagado ou selo fiscal rasurado.

O projeto também prevê o uso de georreferenciamento e inteligência fiscal para integrar a fiscalização e garantir a rastreabilidade completa dos lotes e de toda a cadeia de distribuição.

Além disso, haverá a obrigação de comunicar casos suspeitos de intoxicação em, no máximo, 24 horas, e a criação de um portal público de transparência com informações sobre lotes investigados e campanhas educativas.

 

Multas milionárias

O projeto estabelece que as penalidades serão severas. As punições vão desde simples advertência e multas que podem chegar a até R$ 5 milhões, até a interdição de estabelecimentos e a cassação da licença de funcionamento. O infrator poderá ainda ser incluído em um cadastro estadual de infratores por um período de até 10 anos.

Dr. João lembrou que a necessidade da lei foi reforçada por operações policiais que já flagraram esquemas clandestinos de falsificação em Mato Grosso, citando o recente caso de Nova Mutum, onde a polícia apreendeu mais de 3 mil garrafas adulteradas. O deputado reforçou que é preciso reagir com leis duras e punições exemplares.

A proposta agora seguirá para análise das comissões permanentes da ALMT antes de ser apreciada em plenário.

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