Saúde|as? Foto:Foto: Fernando Zhiminaicela / Pixabay
As despesas totais com saúde no Brasil aumentaram de 8% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010 para o equivalente a 9,7% do indicador em 2021, apontam dados divulgados nesta sexta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os percentuais abrangem tanto o consumo das famílias quanto o do governo com bens e serviços de saúde. Em 2021, as famílias seguiram com gastos maiores no setor, equivalentes a 5,7% do PIB, acima da proporção de 4% relativa ao governo. A soma dos dois componentes corresponde ao total de 9,7% do PIB.
O ganho de participação ao longo da série histórica, de 2010 a 2021, ocorre em meio ao envelhecimento da população e à incorporação de novas tecnologias em procedimentos de saúde. Isso, diz o IBGE, tende a elevar os gastos na área.
O Brasil ainda vivia os efeitos da pandemia de Covid-19 em 2021, ano em que o consumo de bens e serviços de saúde totalizou R$ 872,7 bilhões em valores correntes (sem o ajuste pela inflação), o equivalente aos 9,7% do PIB.
A proporção até foi maior em 2020 (10,1%), quando o início da crise sanitária derrubou diferentes atividades econômicas, mas as despesas em valores correntes nessa área foram menores (R$ 769 bilhões) do que em 2021. No período pré-pandemia, em 2019, o percentual estava em 9,6%.