Os atos de protesto contra o resultado da eleição presidencial em Sinop deixaram a rodovia BR-163 para se concentrarem no entorno do Estádio Gigante do Norte. Caminhões, maquinários, trailers e tendas ocupam a praça externa do complexo esportivo.
Durante a segunda-feira (7), vários comércios da cidade fecharam suas portas. Algumas empresas suspenderam o atendimento ao público, mas trabalharam internamente. Outras operaram com meio expediente, fechando na parte da tarde para marcar presença no local de protesto. Circula nas redes sociais uma relação com aproximadamente 400 empresas que teriam encerrado seus expedientes como declaração de apoio as manifestações que pedem um golpe de Estado. Não foi possível checar se todas as empresas da lista estão de fato com os manifestantes.
Ainda no domingo, a ACES (Associação Comercial e Empresarial de Sinop), emitiu uma nota, onde diz que “A ACES acompanha atentamente todos os acontecimentos, vigilante ao Estado Democrático de Direito” e que “todo cidadão, incluindo os diretores da associação, são livres para se manifestar, participar, aderir e fechar a sua empresa pelo período que lhe convier, assumindo a responsabilidade pelos seus atos, assim como deve ser respeitada a liberdade das empresas que por suas necessidades decidirem manter seu funcionamento”.
O presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) Sinop, Marcos Antonio Alves, disse que a entidade “respeita a individualidade e o direito de cada cidadão em manifestar-se de forma civilizada, contra aquilo que não concorda e até mesmo fechar seu estabelecimento, assumindo a responsabilidade por seus atos”. O mesmo foi citado sobre os comerciantes que decidirem manter suas empresas funcionando.