A sessão da Câmara Municipal de Sinop desta segunda-feira (30.05) foi marcada por bate-boca e confusão. O presidente, vereador Elbio Volkweis (Patriota), mandou um militante do PT, que estava acompanhando as votações com uma camiseta do ex-presidente Lula (PT), se retirar do plenário após uma discussão com um grupo de direita que aguardava a votação do projeto de Lei 023/2022 que garante porte de arma para colecionadores, atiradores e caçadores (CAC). Para conter os ânimos foi preciso acionar a Polícia Militar.
A confusão começou quando o vereador professor Hedvaldo Costa (Republicanos) atacou a esquerda e defendeu, na tribuna, que o projeto não fosse retirado da pauta, conforme pedido do vereador Mário Sugizaki (Podemos).
“De 1932 até hoje o que a esquerda e os governos de esquerda tem feito com o Brasil? Desarmado as pessoas de bem e armado os bandidos nesse país. É o que tem acontecido. Não estamos armando quem já está armado. Na realidade, o lugar mais seguro do mundo não é estar ao lado de um esquerdista não é estão ao lado de um CAC”, discursou Hedvaldo.
Com a fala do parlamentar do Republicanos, militantes da Direita teriam atacado o petista. Os ânimos ficaram alterados e o presidente da Câmara interrompeu a fala de Hedvaldo suspendendo a sessão por cinco minutos. Em videos registrados por pessoas que estavam na Casa de Leis é possível ouvir quando Elbio alerta que irá mandar o homem se retirar e ele explica que foi ofendido.
A Polícia Militar esteve na Câmara de Sinop para acompanhar a situação, que logo foi controlada e ninguém foi preso. A sessão foi retomada e militantes da direita e o petista assistiram a votação do projeto, que foi aprovado em primeira votação.
O bate boca também foi presenciado por várias pessoas que estavam no plenário, incluindo freiras e um padre que aguardavam a votação de uma moção de aplausos às Filhas de São Camilo, que cuidam do Lar Madre Josefina Vannini para idosos.
O PL 023/2022 garante aos CAC’s armamento em período integral, para além do “Porte de Trânsito” que está vinculado aos deslocamentos entre o local de guarda autorizado e os de treinamento, instrução, competição, manutenção, exposição, caça ou abate.
A atual legislação prevê a posse de armas de fogo por CACs, mas o porte de armas municiadas é restrito ao deslocamento aos locais de treino e caça, que deve ser acompanhado de documentação especial expedida pelo Exército.
A justificativa apresentada na matéria é que Colecionadores, Atiradores e Caçadores não possuam meios hábeis para garantir sua vida fora dos trajetos previstos, “o que é preocupante, quando sabemos que podem ser alvos fáceis de criminosos, principalmente quando possuem informações sobre as atividades e materiais do CAC”, consta em trecho do texto.