Em um ano, a cesta básica em Sinop ficou R$ 100,00 mais cara. É o que aponta o departamento de Economia da Unemat, em parceria com a CDL Sinop, que monitora a inflação local desde 2013. No relatório divulgado nesta sexta-feira (29), com os preços ao consumidor no mês de setembro, o custo médio da cesta básica no município foi de R$ 628,71 – alta de 0,31% com relação ao mês anterior.
Essa cesta básica monitorada pelo departamento de Economia da Unemat segue o mesmo padrão do Dieese. Nessa cesta tem carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga, em quantidades suficientes para manter um humano adulto alimentado durante 30 dias. É basicamente uma “ração” pra gente.
Em setembro de 2020, o preço médio de uma cesta básica em Sinop era R$ 529,34. Subiu quase R$ 100,00 em um ano. Tendência observada desde 2019, quando a cesta básica em Sinop custava R$ 426,85.
Em 2018, a cesta básica em Sinop custava R$ 361,75. Em 3 anos, esses alimentos ficaram R$ 267,00 mais caros – o que representa um aumento de 74%. No mesmo período, o reajuste do salário mínimo foi de 15%.
Inflação geral
O relatório do departamento de Economia da Unemat também apresentou a inflação geral de Sinop no mês de setembro. Esse indicador é formado pela variação dos preços em mais de 200 itens subdivididos em 9 grupos de consumo, que contemplam desde moradia até educação. Essa variação mede o custo de vida médio na cidade.
Conforme o levantamento, a inflação no mês de setembro foi de +0,84%. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação de Sinop foi de 8,94%. Isso significa que uma pessoa que recebeu R$ 1.000,00 em setembro de 2020, hoje, em 2021, tem um poder de compra de R$ 910,60.
O que mais pressionou a inflação de Sinop no último mês foram os custos com Habitação (+1,89%) e Transporte (+1,36%). O grupo Alimentação – que é mais amplo que a Cesta Básica – também teve aumento considerável (+0,71%).
A inflação local acompanha a tendência nacional de alta. A média nacional, medida pelo IPCA, aponta uma inflação de +1,16% em setembro e uma inflação acumulada nos últimos 12 meses de +10,25%.