O decreto que estabelece medidas mais restritivas em todo o Estado, anunciado pelo governador Mauro Mendes (DEM), foi discutido em reunião pelos prefeitos das 15 cidades que integram o Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires, região Norte de Mato Grosso. Agora, eles pedem que algumas das medidas sejam revistas, dentre elas o horário para o toque de recolher nos municípios do interior.
O decreto do Estado vigente prevê funcionamento das atividades das 5h às 19h de segunda a sexta. A partir das 21h até às 5h, as pessoas não podem circular. Os prefeitos pedem a flexibilização no horário.
“A todos os cidadãos seja alterado para as 22h00min. Com relação às atividades dos comerciantes dos bares, restaurantes, lanchonetes e de supermercados, sugere-se a possibilidade do funcionamento presencial, de segunda-feira a sábado até as 21h00min e aos domingos o funcionamento até as 14h00min, posto que diluirá o fluxo de pessoas e mitigará os riscos de aglomeração”, consta no pedido.
Ao governador, os prefeitos pedem que seja considerada a peculiaridade de cada região. “A questão dos horários dos supermercados aos sábados, entendemos que deve ser estendido porque até às 12h haverá uma aglomeração de pessoas na busca de comprar produtos e isso vai trazer um problema ainda maior na questão das infecções”, explicou o prefeito de Sorriso, Ari Lafin.
Integram o consórcio as cidades de Cláudia, Feliz Natal, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Lucas do Rio Verde, Nova Maringá, Nova Mutum, Nova Ubiratã, Santa Carmem, Santa Rita do Trivelato, Sinop, Sorriso, Tapurah, União do Sul e Vera.
A assessoria do Governo do Estado disse que até a manhã desta quarta-feira (03.03) o governador ainda não havia recebido o documento, pois estava em viagem.
Novas medidas
As medidas impostas pelo Estado têm sido avaliada de forma diferente pelos municípios. Em Cuiabá, a decisão ficará a cargo da Justiça, já que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) publicou decreto municipal diferente do estabelecido pelo Estado e o Ministério Público ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para que a regra vigente seja a do governador.
Várzea Grande, Tangará da Serra, Rondonópolis e outras cidades do estado já anunciaram que vão seguir o decreto do governador Mauro Mendes.