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NOTA PÚBLICA

Professores e estudantes da UFMT cobram apuração e segurança após furto de equipamentos

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Professores e estudantes da UFMT cobram apuração e segurança após furto de equipamentos
? Foto: Foto: Reprodução

Professores e estudantes dos cursos de Comunicação Social e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Poder (PPGCOM) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), manifestaram-se nesta sexta-feira (18.12) lamentando o furto de equipamentos ocorrido na madrugada de ontem (17.12) e cobrando apuração do ocorrido. Em ofício e nota pública, os acadêmicos ainda pedem um posicionamento da Reitoria e investimentos no curso. 

 

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“[Solicitamos] aos espaços deliberativos investimentos em segurança na Faculdade de Comunicação e Artes. É importante que reconheçamos que este não é um caso isolado e resultado de um problema de segurança pública. É preciso pensar também na necessidade de investimentos diretos em equipamentos, segurança e em pessoal na Faculdade de Comunicação e Artes”, traz um trecho da nota pública assinada pelo corpo docente do PPGCOM, composto pelos professores Bruno Araújo, Tamires Coêlho, Cristóvão Almeida, Luãn Vaz Chagas, Vinicius Souza, Pâmela Craveiro, Andrea Ferraz, Letícia Capanema, Jociene Pedrini e Pedro Pinto de Oliveira. 

 

No texto, os professores destacam que a perda dos equipamentos não afeta apenas o trabalho dos estudantes do curso, mas também a visibilidade nacional e internacional da UFMT na área. “No espaço, além da agência TOCA, atuam também os projetos de extensão Comunicast, Observatório de Publicidade e Sociedade (OPS) e Observatório Pauta Gênero. Fazem uso ainda da sala o Grupo de Pesquisa em Comunicação, Política e Cidadania (CICLO) e os Projetos de Pesquisa em Áudio e Jornalismo (AudioJor), Democracia Mediatizada e Jornalismo Digital em Mato Grosso, todos com publicações de artigos em periódicos nacionais e internacionais com avaliação de excelência pela área”, enfatizam. 

 

Para coordenador do grupo de pesquisa CICLO e docente no PPGCOM, Vinícius Souza, os problemas de insegurança enfrentados pela UFMT são reflexo dos amplos e constantes cortes nas verbas destinadas à educação.  “Nós tivemos primeiramente a terceirização da segurança, não temos mais a contratação de técnicos para auxiliar nas atividades. O contingenciamento que houve no primeiro semestre do ano passado, de 30% das verbas discricionárias, afeta o pagamento de água, de luz, e de serviços de limpeza e de segurança. Houve uma queda muito grande no número de funcionários da segurança contratados. Se não há uma segurança ostensiva na UFMT, ficamos à mercê de bandidos que ameaçam pessoas e fazem esse tipo de coisa com a estrutura física. Todos estão muito tristes com o episódio”, lamentou.

 

Representantes discentes também assinam um ofício solicitando uma reunião com a Reitoria da Universidade. “Solicitamos, além de mais segurança ao patrimônio público, novos equipamentos para dar continuidade às atividades do projeto de extensão TOCA. Esta demanda por segurança e equipamentos também se estende por toda a Faculdade de Comunicação e Artes (FCA)”, traz um trecho do texto aprovado pela Congregação do curso.  

 

Entenda o caso

 

Bandidos invadiram na madrugada desta quinta-feira (17.12) o Bloco do Didático da Faculdade de Comunicação e Artes (FCA) e do Instituto de Linguagens (IL) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Foram levados equipamentos do projeto Agência Toca, recentemente premiado em competição nacional de Comunicação. A Polícia Federal (PF) já foi acionada para investigar o caso. 

 

Conforme professores e estudantes do curso de Comunicação Social, foram levados equipamentos como computadores de mesa, notebooks e uma impressora utilizados nas atividades do projeto Toca, uma agência experimental de comunicação que integra os cursos de Publicidade, Jornalismo, Radialismo e Cinema e Audiovisual da UFMT. Parte dos equipamentos são fruto de doações. 

 

Confira a nota na íntegra

 

O Bloco Didático da Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade Federal de Mato Grosso foi alvo ontem (17/12) de um arrombamento que resultou no furto de equipamentos do auditórios e da Sala da Agência TOCA Experimental. Foram levados um computador de mesa (notebook, CPU, nobreak, teclado e mouse), três notebooks e uma impressora. O computador era cedido pela FCA, mas os notebooks eram fruto de doações realizadas em 2018 e a impressora era cedida por empréstimo de uma docente ao projeto. A Sala 03 do Bloco Didático foi uma reivindicação de professores(as) do Departamento de Comunicação e é utilizada em conjunto com cursos do Instituto de Linguagens. No espaço, além da agência TOCA, atuam também os projetos de extensão Comunicast, Observatório de Publicidade e Sociedade (OPS) e Observatório Pauta Gênero. Fazem uso ainda da sala o Grupo de Pesquisa em Comunicação, Política e Cidadania (CICLO) e os Projetos de Pesquisa em Áudio e Jornalismo (AudioJor), Democracia Mediatizada e Jornalismo Digital em Mato Grosso, todos com publicações de artigos em periódicos nacionais e internacionais com avaliação de excelência pela área. No último dia 10 de dezembro, mesma data em que a UFMT completou 50 anos, os estudantes da Agência Toca, que usam esse espaço, foram premiados na mais importante exposição de produtos estudantis de comunicação no país. A cobertura da Liga das Nações de Vôlei com uma transmissão radiofônica e multimidiática para redes sociais em parceria com a Associação Matogrossense dos Cegos (AMC) e a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) ficou em primeiro lugar na Categoria “Comunicação e Inovação” no prêmio da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares em Comunicação (Intercom). Diante disso, o roubo na madrugada deste 17 de dezembro não apenas afeta o trabalho dos estudantes da Comunicação Social, mas também a visibilidade nacional e internacional da Universidade Federal de Mato Grosso na área. O Programa de Pós-Graduação subscreve esta carta assinada pelo corpo docente, no sentido de solicitar aos espaços deliberativos a necessidade de investimentos em segurança na Faculdade de Comunicação e Artes. É importante que reconheçamos que este não é um caso isolado e resultado de um problema de segurança pública. É preciso pensar também na necessidade de investimentos diretos em equipamentos, segurança e em pessoal na Faculdade de Comunicação e Artes. O Bloco Didático, o bloco que reúne FCA e Instituto de Linguagens, onde está o Departamento de Comunicação, e o Museu Rondon são espaços próximos à Avenida Fernando Corrêa da Costa e necessitam da ampliação de investimentos em segurança. Dessa forma, solicitamos que os(as) representantes possam manifestar-se em direção à reitoria da Universidade no sentido de solicitar um posicionamento quanto ao fato ocorrido e sobre as possibilidades de investimento futuro em regime de urgência nessa área. 

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