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Efeito colateral

Transporte escolar para repor dias de greve vai custar R$ 11 milhões

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Transporte escolar para repor dias de greve vai custar R$ 11 milhões

Os 42 dias de greve da rede estadual de educação vão gerar um custo “extra” de R$ 11 milhões para os cofres do Estado. O governo de Mato Grosso divulgou nesta quarta-feira (27), a portaria 788/2019, que trata da transferência de recursos aos municípios afim de subsidiar o transporte escolar nos dias que serão feitas as reposições das aulas que não aconteceram em função da paralisação dos professores.

Os valores variam de acordo com o número de alunos nas instituições que aderiram a greve em cada município, bem como o montante de dias que durou a paralisação. Em Sinop, por exemplo, a greve durou 20 dias. Para que essa reposição ocorra, o Estado precisa providenciar 4,4 mil quilômetros em linhas para o transporte escolar. Destes, 2,9 mil km são rotas exclusivas e pouco mais de 1,5 mil, rotas compartilhadas com a rede municipal. Só para a cidade de Sinop, o custo desse transporte será de R$ 224,7 mil.

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O município em que o Estado terá o maior custo com o transporte escolar para os dias de reposição é Poconé. Na cidade com apenas 32 mil habitantes as escolas ficaram fechadas por 42 dias. Para a reposição das aulas, o Estado terá que arcar com R$ 566 mil em transporte escolar.

O segundo da lista é Alta Florestal. As escolas da rede estadual do município paralisaram as atividades por 33 dias. Para a reposição, o Estado vai repassar R$ 408 mil para a prefeitura de Alta Floresta.

Sorriso, no médio Norte, teve parte das suas escolas estaduais em greve por 41 dias. O custo para o transporte escolar nos dias a serem repostos será de R$ 374 mil.

Os recursos serão transmitidos em parcela única e cabe a cada secretaria municipal de educação viabilizar o transporte dos alunos.

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