Um grupo de ex-funcionários da Construtora Triunfo bloqueou, na manhã desta quarta-feira (5), o acesso a UHE Sinop (Usina Hidrelétrica Sinop). Cerca de 70 trabalhadores que ainda estão abrigados nos alojamentos da Usina fecharam a entrada do empreendimento reivindicando o recebimento dos seus acertos trabalhistas. Um protesto similar já havia ocorrido no dia 22 de maio.
Os 70 ex-funcionários alojados na estrutura próxima a UHE Sinop são apenas uma parte do problema que a Construtora Triunfo deixou para trás. Na última semana, um representante da empresa, diretores da UHE Sinop e representantes dos trabalhadores participaram de uma audiência com o Ministério Público do Trabalho. A Triunfo reconheceu a pendência trabalhista com 168 funcionários já desligados. A dívida pendente, a maior parte FGTS não recolhido, soma R$ 7 milhões.
Segundo o diretor presidente da UHE Sinop, Ricardo Padilha, a usina já pagou pelo serviço prestado pela Triunfo e não há qualquer saldo pendente do contrato. Apesar disso, a empresa tem ajudado na intermediação entre ex-funcionários e a construtora, afim de resolver o problema. “Estamos fornecendo a alimentação para esses 70 alojados e mantendo o serviço de assistência médica para dar um suporte. Temos cobrado a Trinfo para que acerte as pendências com esses trabalhadores, para que eles possam regressar as suas regiões de origem. A responsabilidade de pagar, no entanto, é da Triunfo”, comentou Padilha.
O desfecho deve acabar sendo via justiça trabalhista. Parte dos ex-funcionários, embora dispensados, não foram oficialmente demitidos. Ou seja, não podem recorrer ao seguro desemprego.
Para UHE Sinop, os bloqueios comprometem a finalização e operacionalização da usina. Segundo Padilha, existe um trabalho constante de esgotamento e controle do fluxo da barragem, além da operação do centro de triagem e resgate de animais – serviços que dependem desse acesso ao empreendimento. “Nessa fase estamos fazendo o comissionamento das máquinas, que é o teste que vai preparar para o início das operações, gerando energia. Essas máquinas foram instaladas e testadas no seco, e agora precisamos calibrar tudo já com a água. Em suma, falta pouco na usina, mas o que falta é muito”, afirma Padilha.
O GC Notícias não conseguiu contato com a construtora Triunfo.