Há pelo menos 15 dias, o vendedor Amauri Bezerra recebe visitas inesperadas em seu ponto de venda, próximo a entrada do cemitério municipal. Um bando de araras Canindé aterrissa para comer milho e algumas nem mesmo se assustam com a aproximação de estranhos.
O comerciante narra que há cinco anos vende frutas e verduras naquele lugar e pela primeira vez recebeu as araras. “Elas ficam horas por aqui e depois vão embora”.
Mas ele conta que apenas três do bando com sete araras atreveram-se aproximar. Apelidada de Lara, a mais branda do grupo não se intimida com fotografias e ainda se exibia subindo nas mercadorias.
Araras Canindé, também chamadas de araras-amarelas, vivem aproximadamente 60 anos nas copas de florestas. Uma vez que um casal se encontra, ficarão juntos por toda a vida.