O grupo, segundo a polícia, causou um prejuízo de R$ 15 milhões à empresa. O esquema teria sido montado por funcionários da empresa, que desviavam mercadorias a partir do cancelamento de notas fiscais.
O delegado Bruno Abreu, que investiga o caso, afirmou que o gerente foi preso dentro da loja em que trabalhava, nesta segunda-feira (8), após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça na segunda fase da operação Confidere. A reportagem não localizou a defesa do suspeito.
“A prisão dele foi solicitada pela Polícia Civil. Até agora, já foram indiciadas e denunciadas pelo Ministério Público 22 pessoas que integravam a organização. Todos os que continuam presos são funcionários da empresa”, afirmou o delegado.
De acordo com as investigações da polícia, o gerente preso hoje recebia propina para atuar na execução de vendas ilícitas na empresa. Ele, assim como outros cinco gerentes presos durante a primeira fase da operação, está entre os indiciados pela Polícia Civil e foi encaminhado ao Presídio Osvaldo Florentino, o Ferrugem, em Sinop.
Conforme a Polícia Civil, os denunciados respondem pelos crimes de formação de organização criminosa, furto, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, receptação e sonegação fiscal. Durante a primeira fase, a polícia ainda solicitou o sequestro de R$ 7 milhões em bens móveis e imóveis dos suspeitos de integrarem a organização criminosa.