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Sinop

Entidades de classe apuram processos do aeroporto em Brasília

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Uma comitiva de lideranças de Sinop fez uma força tarefa nesta terça-feira (9), em Brasília, para apurar a real situação do aeroporto municipal. Com uma sequência de 5 reuniões, o grupo percorreu as diferentes repartições que tratam da aviação civil nacional. A agenda na capital federal foi marcada pelo acompanhamento dos representantes das entidades de classe de Sinop, que desde o início do ano começam a dedicar esforços para otimizar a estrutura do aeroporto local.

As lideranças de Sinop realizaram audiências na Aeronáutica, no gabinete do deputado federal Nilson Leitão (PSDB), com toda a direção da SAC (Secretaria de Aviação Civil), com um dos diretores da Azul Linhas Aéreas e na ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

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Segundo o presidente da Aenor (Associação dos Engenheiros do Norte de Mato Grosso), Waldomiro dos Anjos Junior, na reunião com a SAC a comitiva pode averiguar a situação do projeto milionário, na casa dos R$ 80 milhões, que vem sendo anunciado desde 2012. “O projeto existe, está atualizado e só não se concretizou porque as mudanças políticas nacionais acabaram paralisando tudo que vinha sendo feito. Os diretores da SAC não descartam a sua realização, confirmaram que o recurso existia, foi cortado, mas que no futuro pode vir a ser liberado”, informou o representante das entidades.

Segundo Waldomiro, a percepção que as entidades tiveram foi de que, de fato, não faltou articulação política para viabilizar o recurso para reestruturação do aeroporto. O impedimento foi orçamentário, por ordem do Governo Federal. “Agora, sabendo que esse recurso pode sair no futuro, mas que não é algo que deva acontecer logo, vamos nos focar nesse convênio de R$ 8 milhões, que é algo mais imediato e que pode sanar as primeiras necessidades do aeroporto”, pontuou. Esse convênio, estabelecido entre o Governo Federal e Governo do Estado, promoverá algumas adequações na infraestrutura do Aeroporto. A prefeita de Sinop, Rosana Martinelli (PR), afirmou que complementará o valor com mais R$ 2 milhões, que serão redirecionados da arrecadação do IPTU. “Alguns órgãos que tratam da aviação em Brasília são engessados. Para estes, além da parte política, é preciso um acompanhamento técnico. Não há quem faça isso hoje”, comentou Waldomiro, apontando uma pendência que precisa ser absorvida.

Na reunião com a Azul, a comitiva questionou sobre o planejamento da empresa com relação a operação em Sinop. A preocupação, segundo Waldomiro, era saber se a cidade perderia mais voos e se a companhia aérea estava planejando ampliações. “A diretora da Azul nos disse que Sinop é sua grande rota e que não vai abrir mão da cidade, independente de outras operações. Isso nos deu tranquilidade. Por outro lado, a companhia aponta algumas adequações necessárias ao aeroporto para que a empresa volte a expandir”, revela o engenheiro.

Essas adequações nada mais são que a operacionalização dos PAPI’s (Precision Approach Path Indicator, ou Indicador de Precisão de Trajetória de Aproximação, em português), já instalados e da EPTA (Estação Prestadora de Serviço de Telecomunicações e de Tráfego Aéreo), em fase de homologação, aguardando apenas a inspeção dos técnicos do Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo).

Com essas duas estruturas funcionando, o Aeroporto de Sinop pode fazer o registro da RNAV (Area Navigation), que é um método de navegação que otimiza a operação de aeronaves em condições de baixa visibilidade. O RNAV funciona como uma carta de vôo com uma rota de aproximação do aeroporto traçada, lida com sinal de GPS, que guia o piloto para o procedimento de pouso em condições pouco favoráveis. Esse procedimento exige o credenciamento junto a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Sem ele, a instrumentalização do Aeroporto não é “válida” para as companhias aéreas.

Com o RNAV homologado, o Aeroporto pode fazer a certificação do IFR (Instrument Flight Rules – Regras de Voo por Instrumentos, em português). Em suma, um aeroporto com IFR tem condições de operar aeronaves quando as condições meteorológicas não permitem a visibilidade mínima para operar em VRF (Regras de Vôo Visual) – que é a condição atual de Sinop. “As entidades estão somando esforços com o poder público, oferecendo ajuda para resolver os problemas do aeroporto. Muitas pessoas estão vendo essa movimentação e também estão dispostas a contribuir. Como resume bem a frase que vimos na entrada da Aeronáutica, ‘ninguém é melhor que todos nós juntos’”, conclui Waldomiro.

 

Aeroporto para todos

Estas e outras informações colhidas em Brasília serão expostas em um evento que será realizado pelas entidades de classe de Sinop, nesta quinta-feira (11), às 19h, no auditório da CDL. Além das lideranças da sociedade civil organizada e representantes políticos, é esperada a presença de Ronaldo Veras, diretor de expansão da Azul Linhas Aéreas. “Levantamos todos os dados, verificamos todos os processos e procedimentos. Nosso papel como entidades ajudando o processo foi de extrema aprovação por todos em Brasília. Agora vamos dividir isso com toda a população”, explicou Waldomiro.

Nesse ato, as entidades deverão firmar um “pacto” com a gestão municipal, assumindo um compromisso com o aeroporto de Sinop. Os detalhes de qual será essa contribuição que emergirá da iniciativa privada serão apresentados no evento.

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