Com 8 deputados integrando a Câmara Federal, Mato Grosso terá dois deputados entre os 65 nomes que compõem a comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Nilson Leitão (PSDB), pela oposição, e Valtenir Pereira (PMDB), pela base governista, são os representantes de Mato Grosso nessa demanda nacional.
A comissão foi instalada na tarde de quinta-feira (17). Foram 433 votos favoráveis e um contrário à chapa. O próximo passo, que será dado ainda hoje, sexta-feira (18), é a escolha, por voto, do presidente e do relator da comissão especial.
A chapa foi aprovada nominalmente, em turno único. A distribuição das vagas foi definida de acordo com o tamanho dos partidos na Câmara. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse que espera agilidade “total” da comissão. O peemedebista lembrou que o ritmo do trabalho depende de prazos regimentais. “Depende do prazo em que vier a resposta da senhora presidente ao processo. Ela tem dez sessões para responder. Se responder rápido, será rápido. Se ela levar as dez sessões, vai levar mais tempo. A comissão é apenas um estágio, quem vai decidir, no fim, é o plenário, que vai decidir soberanamente”, afirmou.
Segundo o deputado Nilson Leitão, a estratégia dos deputados é não esperar “pressa” por parte da presidente Dilma. Em uma entrevista concedida por telefone na manhã dessa sexta-feira para uma rádio de Sinop, Nilson disse que o plano é realizar 10 sessões em 10 dias. “Hoje, sexta-feira, quando normalmente não possui nenhum tipo de atividade na Câmara Federal, conseguimos mobilizar os deputados e atingir o quórum para contar como uma sessão. Então agora faltam 9 sessões para Dilmar apresentar sua defesa. Segunda-feira (21), faremos outra e assim sucessivamente”, declarou Leitão.
Na sessão dessa sexta-feira, 52 deputados federais estiveram presentes, o que equivale a 10% da Câmara Federal. Regimentalmente essa composição já conta como sessão.
Segundo Leitão, dos 65 deputados que compõem a comissão, 40 estariam inclinados a votar pelo Impeachment da presidente. “Dentro dos próprios partidos da base aliada da presidente foi difícil encontrar quem fosse contra o processo de impedimento. O PMDB, que tem 8 titulares na comissão, decidiu dividir 4 para deputados favoráveis ao impeachment e 4 para os deputados contrários. Com o PP foi mesma coisa. Os partidos tiveram dificuldade de indicar os nomes que seriam contrários ao processo”, declarou Leitão.