A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 1ª Vara Criminal do município de Sinop (500 km ao Norte de Cuiabá), manteve a prisão preventiva dos três supostos envolvidos no assassinato do estudante de medicina Eric Francio Severo, de 21 anos, em dezembro do ano passado.
O crime ocorreu no dia 27, após dois dos suspeitos roubarem a caminhonete da vítima, próximo a um bar da cidade.
A reanálise da prisão preventiva do trio, Márcio Marciano Batista, Rafael Massuco e Acácio Batista, atendeu a um pedido da defesa dos acusados.
Em sua decisão, a magistrada destacou que manter os réus presos é uma forma de garantir a ordem pública.
“A gravidade em concreto dos fatos consistente em latrocínio, supostamente arquitetado por integrantes de quadrilha criminosa da qual os acusados eram integrantes, demonstra a periculosidade elevada e impõe a necessidade da manutenção de suas custódias cautelares”, diz trecho da decisão.
Márcio Marciano e Rafael Massuco dos Santos são apontados pelo Ministério Público Estadual (MPE) como autores do roubo e do assassinato do estudante. Os dois estão presos no presídio Osvaldo Florentino Leite, o “Ferrugem”, em Sinop.
Já Acácio Batista é acusado de ter encomendado a caminhonete para ser vendida do Paraguai. Ele está detido na unidade prisional José Parada Neto, em Guarulhos (SP).
A mulher de Márcio, Kênia Canachiro Dias, que chegou a ficar detida por alguns meses, conseguiu, em julho, o direito de aguardar a sentença em liberdade.
Em julho deste ano, a juíza Rosângela Zacarkim realizou uma audiência de instrução e julgamento do caso.
Na ocasião, foram ouvidos os quatros suspeitos do crime, os pais de Eric, além de policiais militares, civis e rodoviários federais que participaram da investigação e da prisão dos acusados.
No momento, o processo está em prazo de alegações finais e, em seguida, a juíza Rosângela deve sentenciar os envolvidos.
O crime
Eric, que fazia medicina na Unisul, em Tubarão, no Estado de Santa Catarina, estava de férias em Sinop.
No dia 27 de dezembro, ele saiu com os amigos à noite, na caminhonete do pai, para se divertir.
Por volta de 22 horas, ele chegou ao bar Botequim e estacionou o carro ao lado de um poste de luz. Caminhou cerca de 150 metros até o estabelecimento, quando foi abordado por dois bandidos.
Os assaltantes roubaram a caminhonete e percorreram cerca de 100 km com o estudante no carro e, depois, o mataram.
O corpo foi encontrado às margens de uma estrada entre o Distrito de Primaverinha, em Sorriso, e Lucas do Rio Verde, a 420 km e 360 km da capital, respectivamente.
Abaixo assinado
Na tentativa de buscar justiça e impedir que esse tipo de crime continue aumentando, a família do rapaz está realizando um abaixo-assinado, para aumentar a pena do crime de latrocínio ( roubo seguido de morte).
Em entrevista recente ao MidiaNews, o pai do estudante, Leonildo Severo afirmou que projeto será referência para as famílias de bem, no futuro.
Para ele, a pena deve aumentar de 30 anos para 50 anos de prisão.
“Uma criança que está nascendo hoje precisa saber o que pode acontecer com ela se cometer um crime desse. Tem que ter uma referência. Se tivesse uma referência há dez, vinte anos atrás, isso talvez não teria acontecido com o Eric”, disse.