Um dos problemas ambientais mais agudos da cidade de Sinop começou a ser corrigido esta semana. A gigantesca erosão que praticamente aterrou o córrego Nilza será contida através de uma obra, feita através de uma parceria entre a Colonizadora Sinop e a prefeitura.
As escavações iniciaram nesta quarta-feira (19). A erosão tem mais de 10 anos mas só agora começou a colocar em risco terrenos e moradias no final do Jardim Paraíso 2. A área começou a ser “engolida” pela erosão.
O problema foi acentuado após a correção da drenagem da Avenida das Itaúbas. Ao tubular o curso de água das chuvas, a prefeitura destinou todo o fluxo para a vala central da Avenida dos Ingás, onde há um declive no terreno. O volume maior das águas aumentou a erosão. “Agora vamos fazer essa obra de correção antes que o período das chuvas se inicie”, respondeu o secretário de Obras, Marcos Lopes.
A previsão é de que esteja concluída dentro de 30 dias. A Colonizadora vai arcar com os tubos de concreto, escavação e com a instalação – para que a execução seja rápida. A estimativa é que a empresa gaste R$ 2,5 milhões na obra que contará com dissipadores de energia. Estes dispositivos reduzem a erosão provaca pelo escoamento das águas.
A prefeitura vai arcar com a parte do aterro. Segundo Lopes, cerca de 30 mil metros cúbicos de terra serão removidos para o local. “São aproximadamente 2,5 mil caminhões de terra”, calcula o secretário, estimando um custo de R$ 800 mil.
A Colonizadora ainda vai tubular a vala central da Avenida dos Ingás, até o cruzamento com a Rua das Guabirobas (uma quadra antes da Avenida dos Flamboyants). O restante da via deve ser fechado pela prefeitura em 2016. Todo o complexo de drenagem, que começa na avenida dos Tarumãs terá um custo na ordem de R$ 6 milhões.