O petista Lúdio Cabral, candidato derrotado ao Governo em 2014, afirma que os protestos contra a presidente Dilma Rousseff (PT) programados para o próximo dia 16 e os panelaços registrados na quinta (6) enquanto o programa do PT era exibido em cadeia nacional, são legítimos desde que respeitem a ordem institucional e o Estado Democrático de Direito.
Entretanto, critica a oposição e as organizações que defendem o impeachment como a saída para crise enfrentada pelo país. “Não existem elementos jurídicos. A defesa do impeachment não passa de golpismo. No Brasil, as eleições não têm terceiro turno. É preciso respeitar os 54 milhões de brasileiros que votam em Dilma”, declarou ao Rdnews.
Lúdio também avalia que os políticos da oposição que defendem o impeachment não estão preocupados em resolver a crise econômica que assola o Brasil e já apresenta reflexos na renda dos trabalhadores. Segundo o petista, a estratégia é causar instabilidade política para assumir o poder e aplicar o mesmo receituário que penalizou os brasileiros na década de 1990.
“Crise se resolve com ajustes e não tentando derrubar a presidente eleita democraticamente. O mandato é de quatro anos e a duração não é determinada por popularidade. Existem plenas condições de reverter à situação”, completa.
Sobre o discurso anticorrupção, incorporado pela oposição que utiliza a Operação Lava Jato e outros escândalos para atacar Dilma, Lúdio afirma que os argumentos são falaciosos. O petista lembra que o ex-presidente Lula foi o principal responsável pelo fortalecimento da Polícia Federal e dos órgãos fiscalizadores responsáveis por combater os corruptos que atuam nas instituições públicas. “O discurso deles é falso e não reflete a realidade. Muitos sequer têm moral para cobrar honestidade”, dispara.
Entre os políticos que Lúdio se refere estão os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e José Agripino Maia (DEM-RN), que atuam como porta-vozes da oposição no Congresso Nacional. Em 2008, o tucano teve o mandato de governador cassado pelo TRE da Paraíba por comprar votos nas eleições de 2006. O democrata, por sua vez, já respondeu diversos processos por improbidade e atualmente é acusado de receber propina de R$ 1 milhão proveniente de esquema no Detran do Rio Grande do Norte.
PIG
Além disso, Lúdio também aponta a atuação do grande imprensa como um dos fatores de desgaste de Dilma. O chamado Partido da Imprensa Golpista (PIG), conforme denominação do jornalista pró-PT Paulo Henrique Amorim, trabalharia para dar eco ao discurso da oposição e esconder as realizações do governo petista. “Não podemos negar que a grande imprensa do país atua como partido político criando factóides para desestabilizar nosso governo”, concluiu.