O mantra nacional da crise parece não ter eco na cidade de Sinop. Esta madrugada, cerca de 200 pessoas passaram na frente da Colonizadora Sinop, a principal loteadora do município, aguardando para adquirir um terreno.
Segundo o diretor comercial da empresa, José Barbaro, a fila começou a se formar as 14h30 de segunda-feira (8). A espera, que chegou a ser desestimulada pela Colonizadora, tem como proposito garantir um dos terrenos no Jardim Iporã, que começou a ser vendido na manhã desta terça-feira.
O loteamento está localizado no eixo nordeste da cidade, próximo ao LIC Norte e ao bairro Cidade Jardim. São 165 lotes com preços a partir de R$ 82 mil. O preço do metro quadrado dos imóveis varia de R$ 220 a R$ 316. “A espera ansiosa dos clientes para adquirir um lote mostra que o produto é bom, que existe uma confiança nos empreendimentos lançados pela Colonizadora e que existe uma perspectiva de valorização por parte do mercado consumidor que justifica o sacrifício de passar a noite na fila”, analisa Barbaro.
Parte dessa ansiedade deve-se ao resultado da primeira fase do Jardim Iporã. O empreendimento lançado em março deste ano registrou 100% de vendas em menos de 4 horas. Foram 170 terrenos com preços a partir de R$ 53 mil vendidos quase que instantaneamente. “Esses terrenos vendidos na primeira fase registraram uma valorização de 41% até agora”, estima Barbaro, lembrando que na primeira fase também houve fila para compra.
Para amenizar o desconforto dos clientes que viraram a madrugada em frente a empresa, a Colonizadora colocou cadeiras a disposição, está servindo alguns salgadinhos e organizou a demanda com senhas eletrônicas.
A empresa está negociando os terrenos com 5% de entrada (a partir de R$ 4,1 mil) e o restante parcelado em 120 meses. Na primeira fase o valor da entrada também era de 5%, mas o parcelamento em 84 vezes.
Atualizando
As 9h30 da manhã a Colonizadora Sinop já havia negociado 100% dos lotes. Ou seja, um loteamento inteiro foi vendido em duas horas.
Segundo Barbaro, agora vem a parte mais difícil, que é a aprovação de cadastro. O diretor explica que impôs uma limitação para que cada pessoa adquirisse no máximo dois terrenos. A estratégia tem como objetivo contemplar o máximo possível de clientes, além de evitar a especulação imobiliária em demasia, o que comprometeria a taxa de ocupação do empreendimento.
A Colonizadora acredita que, após a análise dos cadastros, cerca de 30% dos lotes possam retornar para venda. Uma lista de espera foi formada com os nomes das pessoas que aguardaram na fila e não conseguiram efetuar a compra. Eles terão a preferência.