Três peritos oficiais da Polícia Federal estavam nesta manhã no aeródromo, na MT 140 local do confronto entre agentes e uma quadrilha especializada em roubo de aviões. Eles estavam analisando a cena e colhendo indícios que comprovem a troca de tiros entre os criminosos e policiais federais. Um equipamento que detecta metal foi usado para localizar os projéteis.
Ao analisar a cena depois de alguns dias foram encontrados cápsulas de arma longa (calibre não informado) e um projétil de revólver calibre 38. Os objetos vão ser encaminhados para o Departamento da Polícia Federal em Brasília para melhor analise e saber de qual arma saiu o disparo.
Na data de ontem 18, a equipe de peritos que trabalha no local encontrou dois revólveres calibre 38 e uma espingarda calibre 12. O armamento estava jogadas em um milharal próximo a pista por onde a quadrilha fugiu.
A equipe do GC Notícias voltou ao local do confronto e conseguiu conversar com uma das vítimas. O piloto, que não quis se identificar, disse que os bandidos chegaram por volta das 22h de sexta-feira 15, e ficaram aproximadamente 4 horas em poder dos bandidos.
“Ouvimos latidos de cachorros e derrepente dois bandidos nos dominaram e nos traçaram na cantina do aeródromo. Depois de alguns minutos fomos levados para a casa”, disse a vítima.
Na casa para onde o piloto e outra pessoa foram amarrados com presilhas plásticas outras duas pessoas foram dominadas e trancadas em um quarto. “A todo instante um bandido ficou na porta do quarto armado com um revólver e dizendo que se a polícia chegar à situação vai mudar”, concluiu a vítima.
Os criminosos demoraram mais de três horas para tentar serrar a presilha que é colocada na aeronave, juntamente para evitar o roubo. Enquanto um criminoso tentava quebrar as presilhas do avião outros se deslocaram para buscar o piloto.
A troca de tiros
Depois das vítimas serem dominadas, dois bandidos saíram da casa em um veículo Saveiro para buscar o piloto que levaria a aeronave possivelmente para a Bolívia. Os criminosos ao sair chegaram a fechar a porteira do aeródromo.
Quando eles se dirigiam para a MT 140, foram interceptados por equipes da Polícia Federal. O condutor do veículo retornou e bateu em uma cancela da pista de pouso e decolagem. Durante a volta dos bandidos o policial federal Mario Almeida de 33 anos, foi baleado e morreu depois de receber socorro dos colegas.
Caçando a quadrilha
De acordo com a Polícia Federal já foram efetuadas 5 prisões e um 6º elemento já entrou em contato com a Polícia Federal anunciando que irá se entregar e se apresentar na sede da delegacia.
A última prisão foi de José Carlos da Rosa Silva (Carlinhos). Ele foi pego em um bairro e levado para a delegacia da PF. A justiça federal havia expedido mandado de prisão dele bem como de outros envolvidos, presos no final de semana.
Também foram presos Rivelino Leismann (Chapolin), Genivaldo Ferreira dos Santos (“Gaúcho ou Neguinho”), e um tal de “Bruno”, que a princípio não estava relacionado nos mandados de prisão, mas que foi detido junto com os demais envolvidos na operação. Bruno acabou confessando que foi o autor do tiro que vitimou o policial federal.
Na relação falta apenas Daniel Tenório, apontado pela PF como “cabeça” do esquema. A sua esposa é advogada e já informou que Tenório irá se apresentar.
Durante o sábado e o domingo a Polícia Federal ofereceu recompensa de R$ 2 mil por informações que levem a localização.
Segundo o delegado federal Samir Zugaib, os criminosos estavam armados com revólveres, pistolas, fuzis e uma espingarda calibre 12. “As armas foram alugadas no município e identificadas pela descrição dos reféns”, informou.