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Sinop

Policial Federal morto foi baleado pelas costas

Polícia | as
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O policial federal Mário Almeida, 33 anos, morto em serviço na madrugada de sábado (16), em Sinop, foi atingido pelas costas. A informação vem dos peritos do IML (Instituto Médico Legal), de Sinop. O laudo da necropsia aponta que o tiro que causou a morte do agente da PF entrou pelas costas e atravessou, saindo no lado esquerdo do peito.

A perícia não precisou o calibre da bala que atingiu o policial. Mário chegou a ser conduzido para o Hospital Regional mas não resistiu aos ferimentos. Ele foi alvejado durante uma operação da Polícia Federal, no aeroporto Canarinho, em Sinop, quando agentes tentaram conter a ação de uma quadrilha que fazia um roubo de um avião.

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Os criminosos renderam o caseiro, o piloto de uma das aeronaves, duas mulheres e uma criança, para roubar duas aeronaves, uma seria do modelo Cesna 206 e outro modelo não informado. Os bandidos chegaram em uma pick-up VW Saveiro de cor preta, placa de Sorriso.

Agentes da Polícia Federal que possivelmente interceptaram ligações da quadrilha estavam investigando e chegaram a trocar tiros com os bandidos. O Sindicato dos Policiais Federais, com sede em Cuiabá, tem levantado dúvidas sobre o planejamento e a segurança dessa operação que resultou na morte de um agente.

Mário era casado. Sua esposa é Policial Civil e faz parte do grupo de investigadores recém ingressos na polícia judiciária do Estado. O corpo foi trasladado, sábado à tarde, em jato da PF para Brasília, e sepultado no domingo. Mario trabalhava em Sinop há cerca de dois anos.

 

Caçando a quadrilha

Em menos de 48 horas a Polícia Federal já identificou, qualificou e prendeu todos os envolvidos na tentativa de roubo das duas aeronaves. Foram 5 prisões e um 6º elemento já entrou em contato com a Polícia Federal anunciando que irá se entregar e se apresentar na sede da delegacia.

A última prisão foi de José Carlos da Rosa Silva (Carlinhos). Ele foi pego em um bairro e levado para a delegacia da PF. A justiça federal havia expedido mandado de prisão dele bem como de outros envolvidos, presos no final de semana.

Também foram presos Rivelino Leismann (Chapolin), Genivaldo Ferreira dos Santos (“Gaúcho ou Neguinho”), e um tal de “Bruno”, que a princípio não estava relacionado nos mandados de prisão, mas que foi detido junto com os demais envolvidos na operação. Bruno acabou confessando que foi o autor do tiro que vitimou o policial federal.

Na relação falta apenas Daniel Tenório, apontado pela PF como “cabeça” do esquema. A sua esposa é advogada e já informou que Tenório irá se apresentar.

Durante o sábado e o domingo a Polícia Federal ofereceu recompensa de R$ 2 mil por informações que levem a localização.

Segundo o delegado federal Samir Zugaib, os criminosos estavam armados com revólveres, pistolas, fuzis e uma espingarda calibre 12. “As armas foram alugadas no município e identificadas pela descrição dos reféns”, informou.

Conforme o delegado, a quadrilha foi identificada e passou a ser monitorada após um roubo de um avião, no início do mês. As informações obtidas indicavam que poderia ocorrer outro roubo de aeronave. A partir disso a PF começou a realizar diligências e vigilâncias nos aeroportos locais. Na madrugada de sábado foi identificado que estava ocorrendo o roubo no aeroporto Canarinho. Policiais foram até o local onde alguns reféns estavam sob o poder dos criminosos. Os bandidos, na hora em que estavam saindo do aeroporto para buscar o piloto, deram de cara com a polícia e houve o confronto.

Foto Flagrante