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Papel Proativo das Tecnologias na EducaçãoX Reativo Governamental

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Na década de 90 ainda se reprisava dois desenhos animados muito populares: “Os Flintstones” e “Os Jetsons” criados em 1960 por Hanna-Barbera. O primeiro se ambientava na pré-históriae o segundo era futurista,no ano de 2060. Muitos imaginavam que no futuro próximo, em especial na famosa “Década da Educação” iniciada com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB9.394/96) – aconteceria uma pujança em ações Pedagógicas e tecnológicas em âmbito nacional.

Já se passaram duas décadas, e se supúnhamos que o Brasil futurista dos Jetsons estaria em pleno vigor, com escolas que dispunham de instalações modernas e equipadas com as melhores tecnologias digitais, disseminando informações e produzindo conhecimentos. Entretanto, a realidade não é bem essa…

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN): Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, privilegiam tanto a aquisição como o desenvolvimento das competências gerais do aluno, refletindo rumo a um novo paradigma educacional, onde as tecnologias mediaram as ações pedagógicas com o intuito de modificar as práticas sociais

Nesse viés o Ministério da Educação lança em 1997 o Programa Nacional de Informática na Educação (PROINFO) que trazia como meta, alavancar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem, voltado para o desenvolvimento cientifico e tecnológico. Imbuído em atingir esse objetivo adquiriumicrocomputadores para atender osmunicípios.

Mas, com o passar dos anos, esses investimentos não se mantiveram, os computadores se tornam obsoletos, sendo necessário adquirir novas máquinas, para manter os laboratórios de informática em pleno funcionamento.

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Dados Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes  (PISA) de 2018, mostram que o Brasil tem a 2ª pior conectividade nas escolas, também o Censo Escolar de 2018 mostrou que entre as escolas de ensino médio no país, 15% não tem acesso à banda larga, 21,9% não possuem laboratório de informática e 4,9% não tem acesso a qualquer tipo de internet.

Em 2016 o Estado de Mato Grosso implementou a Educação Integral – projeto piloto com 4 unidades escolares,ampliado para 40 unidades em 2018 – entre os programas educacionais, ressalto o Programa Conectar/EnsinoDigital, comdisponibilização de 1 milhão de tablets, além de infraestrutura e conteúdo. E apesar de bastante significativo essa ação, sabemos que ela não abarca a demanda existente no estado.

Com a efetivação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) um dos pilares importantes é a cultura digital, e em suas competências gerais, reitera o direito de aprendizageme desenvolvimento  dos estudantes e a tecnologia é reafirmada como importante ferramenta para estímulo do pensamento crítico,criativo, lógico e proativo no processo de aprendizagem.

Em tempos de contingenciamento e cortes de verbas, vamostorcerpara que as competências e habilidades, previstas na BNCC, não fiquem somente no papel, e que o poder público seja proativo, em ações que propiciem financiamentos efetivos na educação.

Então… Não somos os Flintstones, mas estamos longes de sermos os Jetsons!!

 

Bibliografia:

Competências gerais na BNCC

https://www.somospar.com.br/como-o-uso-da-tecnologia-e-previsto-pela-base-nacional-comum-curricular-bncc/ Acesso em: 05 set. 2019.

Falta de estrutura e de formação impede tecnologia nas escolas.

https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/educacao->. Acesso em: 05 set.2019.

Por: Tatiana Petri Lopes

E-mail: proftatipetri@hotmail.com

* Este texto foi produzido para a disciplina de Teoria Linguística, do Curso Pós-Graduação Stricto Sensu – PPGLetras (UNEMAT/Sinop), sob orientação da profa. Dra. Leandra Ines Seganfredo Santos.

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