Seleção
O time brasileiro nada criou mais uma vez. Por que é sem imaginação, pragmático e sem inspiração, burocrático e previsível. Dunga não é o profissional capaz de mudar esse cenário e isso não acontecerá em alguns meses. As 11 vitórias pós Copa do Mundo são tão mentirosas quanto as 9 de Felipão antes do Mundial dos 7 a 1. A muleta da vez diz que o Brasil não tem uma boa geração. Ela não é a melhor da história, bem longe disso, mas conta com bons e ótimos jogadores. Eles precisam ser reunidos de maneira que, bem treinados, apresentem futebol de bom nível após algum tempo. Um comandante capaz de fazer a equipe jogar bola, marcar, defender, desarmar e também criar, atacar, com repertório. Não é fácil. Não é missão para Dunga. Não é missão para nem um técnico brasileiro no momento. Aliás, os clubes já percebem isso e começam a apostar em Osórios e Aguirres. Chega dessa história de que somos os melhores. Um Guardiola é preciso. A aula dada pela Alemanha não deixou legado. Quantos choques de realidade serão necessários para que enxerguem o óbvio?
Neymar
Escrevi outro dia que Neymar ainda não havia entendido seu papel de craque e capitão da equipe. Mimado por dirigentes, treinadores (brasileiro) e boa parte da mídia, não suporta críticas. Foi assim quando orientou os colegas a “meterem o pé” não cumprimentarem a torcida após o jogo contra Honduras irritado com as vaias. Contra Colômbia nervoso por não acertar nada em campo desferiu uma bolada em um companheiro de profissão após a partida. Provocou sua expulsão e uma punição pesada na competição. Deixará os companheiros na mão. O engraçado que não ouvi uma crítica por parte de companheiros e principalmente de Dunga. Neymar é assim quando o jogo está fácil é carretilha e malabarismo para humilhar adversários. Quando perde vale chutar a bola no companheiro. Esse é o craque da Seleção
Prioridades
O goleiro Paulo Victor pode desfalcar o Flamengo por um bom tempo. Ele sofreu fratura na fíbula da perna direita após uma dividida. Tão lamentável quanto a lesão foi a retirada do jogador até o vestiário. Quando vi as imagens confesso que achei se tratar de uma piada. Paulo Victor saiu num carrinho de levar material de construção! Simplesmente chocante, principalmente em um clube que se dispôs a pagar quase R$ 1 milhão por mês ao peruano Guerrero e mais de R$ 250 mil a Emerson Sheik.
Pontual
Sabe-se agora por que Ricardo Teixeira, o eterno rei da bola, jamais chega atrasado a um encontro. É mais pontual que pipoqueiro em frente ao cinema.
Desde janeiro de 2010, o cartola carrega no pulso um relógio de ouro dado pelo então emir do Catar, Hamad bin Khalifa Al Thani. Por uma daquelas coincidências que ninguém consegue (ou simplesmente não quer) explicar, Teixeirinha recebeu o mimo meses antes da eleição que escolheu o Catar como sede da Copa de 2022.
BATE- BOLA
Dúvida pertinente: Seleção brasileira será chamada de time dos ‘Amigos do Neymar’ durante a Copa América?